O Santander Brasil registrou lucro líquido gerencial recorrente de R$ 2,9 bilhões no terceiro trimestre de 2026, queda de 28% em relação ao mesmo período do ano passado. Na comparação com o segundo trimestre, o resultado recuou 4,3%.
Os números divulgados nesta quarta-feira (28) mostram que a rentabilidade do banco também diminuiu. O retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE), que mede a capacidade de gerar lucro a partir dos recursos dos acionistas, caiu para 11,9%, ante 12,5% no trimestre anterior e 17,5% há um ano. É o menor nível desde o segundo trimestre de 2023.
O resultado apresentado pelo Santander considera o lucro gerencial recorrente, indicador que desconsidera determinados efeitos contábeis, como o ágio de aquisições, para acompanhar o desempenho das operações do banco.
Inadimplência e custos pressionam resultado
O resultado do Santander foi pressionado pelo aumento da inadimplência e das despesas para cobrir possíveis perdas com empréstimos, além da redução dos ganhos com operações financeiras.
A parcela dos empréstimos com pagamentos atrasados há mais de 90 dias chegou a 3,4% no terceiro trimestre, ante 2,8% no mesmo período de 2025. Segundo o banco, a piora ocorreu principalmente entre clientes de baixa renda e no agronegócio, enquanto houve melhora no segmento de pequenas e médias empresas.
As despesas com provisões para perdas de crédito (PDD) somaram R$ 7,46 bilhões, um aumento de 14,4% em um ano, embora tenham recuado 2,5% em relação ao segundo trimestre. Esses valores representam perdas estimadas decorrentes de empréstimos que podem não ser pagos.
Já a margem financeira bruta, que reflete principalmente os ganhos do banco com juros descontados os custos de captação de recursos, ficou em R$ 14,96 bilhões, queda de 1,6% em um ano.
Ao divulgar o balanço, o Santander afirmou que manteve uma gestão disciplinada do balanço e dos riscos em um cenário de crédito que permanece desafiador”.
Crédito cresce apesar da queda no lucro
A carteira de crédito ampliada do Santander, que reúne empréstimos, financiamentos e outras operações de crédito, alcançou R$ 721,26 bilhões em setembro, crescimento de 4,7% em relação ao mesmo período de 2025.
Os ativos totais somaram R$ 1,3 trilhão, também com alta de 4,7% em um ano. O valor inclui empréstimos, investimentos e outros recursos controlados pela instituição.
O patrimônio líquido, que corresponde à diferença entre os ativos e as obrigações do banco, chegou a R$ 99 bilhões, crescimento de 5,4% na comparação anual.
Lucro acumulado cai 16% no ano
Nos primeiros nove meses de 2026, o Santander Brasil acumulou lucro líquido gerencial de R$ 9,7 bilhões, queda de 16% em relação ao mesmo período do ano passado.
O resultado considera o desempenho da instituição entre janeiro e setembro e mostra que a redução do lucro também aparece no acumulado do ano.
Fonte: Times Brasil










