Os Estados Unidos desejam facilitar a expansão de sua infraestrutura de gás natural liquefeito (GNL). Nesta semana, a Administração de Segurança de Oleodutos e Materiais Perigosos (PHMSA) apresentou uma proposta para modernizar as normas de segurança das instalações e permitir que as empresas adotem tecnologias mais recentes.
A iniciativa integra a estratégia do governo de Donald Trump para ampliar as exportações de energia e reduzir custos. Segundo autoridades do setor, as mudanças podem gerar uma economia anual de US$ 100 milhões (R$ 534 milhões), além de aumentar a segurança das operações.
Modernização das instalações
De acordo com informações internacionais, o plano atualiza as regras aplicadas às instalações de GNL e incorpora padrões da Associação Nacional de Proteção contra Incêndios (NFPA). As diretrizes envolvem localização, construção, projeto, operação e manutenção dessas estruturas.
Os Estados Unidos lideram as exportações mundiais de GNL e esperam ampliar a produção em mais 100 milhões de toneladas métricas até o fim da década. Desde o início de seu segundo mandato, Donald Trump retomou as aprovações para exportação do combustível e acelerou iniciativas para destravar projetos do setor.
A proposta também surge em um cenário de preocupação com a segurança do abastecimento. A guerra no Oriente Médio interrompeu embarques na região do Golfo, levando compradores internacionais a procurar novos fornecedores.

Etapas de licenciamento
A proposta, considerada favorável pelo setor, estimulou anúncios de investimentos de grandes exportadoras, como Cheniere e Venture Global LNG. Nos quase dois do mandato do republicano, projetos americanos de GNL anunciaram investimentos que somam mais de 50 milhões de toneladas métricas de capacidade anual.
Mesmo com a possível atualização das normas sobre o gás natural, os projetos continuarão dependentes de exigências de licenciamento da Comissão Federal de Regulamentação de Energia. Dessa forma, a proposta pode simplificar parte das regras, mas não elimina as etapas necessárias para tirar os empreendimentos do papel.
Fonte: Times Brasil










