IPCA-15 aponta alta de 0,88% em alimentação e bebidas, com aumentos expressivos em hortaliças e reajustes nos preços de refeições e lanches fora de casa.
Os preços dos alimentos voltaram a subir em outubro, ampliando a pressão sobre o orçamento dos consumidores e os custos do setor de alimentação fora do lar. Segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgados nesta sexta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o grupo Alimentação e Bebidas registrou alta de 0,88%, exercendo o maior impacto sobre a prévia da inflação do mês.
O índice geral avançou 0,32%, enquanto produtos como abobrinha, tomate, limão e cebola apresentaram aumentos expressivos. O movimento também foi observado nos preços de refeições e lanches consumidos fora do domicílio, que aceleraram em relação a setembro.
Alimentação em casa sobe 1,01% e hortaliças lideram aumentos
A alimentação no domicílio registrou alta de 1,01% em outubro, acima dos 0,38% observados em setembro. Entre os principais responsáveis pela aceleração estão hortaliças, tubérculos e outros ingredientes presentes no consumo cotidiano e nas operações de restaurantes.
A abobrinha liderou os aumentos, com avanço de 38,29%, seguida pelo tomate (24,54%), limão (17,36%) e cebola (13,63%). Outros produtos importantes para o abastecimento das cozinhas profissionais também ficaram mais caros, como batata-inglesa (10,96%), arroz (5,80%) e óleo de soja (2,78%).
Confira os 10 alimentos com maiores altas no IPCA-15 de outubro:
| Produto | Variação |
|---|---|
| Abobrinha | +38,29% |
| Tomate | +24,54% |
| Limão | +17,36% |
| Cebola | +13,63% |
| Pepino | +12,78% |
| Batata-inglesa | +10,96% |
| Brócolis | +10,13% |
| Morango | +8,96% |
| Goiaba | +8,14% |
| Couve-flor | +7,94% |
Para o foodservice, a elevação dos preços de ingredientes utilizados em diferentes preparações reforça a importância do acompanhamento dos custos de abastecimento, da gestão de estoques e da composição dos cardápios.
Manga, cenoura e melancia registram as maiores quedas
Apesar da alta média dos alimentos, alguns produtos apresentaram redução de preços em outubro.
A manga registrou a maior queda, de 13,48%, seguida pela cenoura (-10,67%) e pela melancia (-7,36%). Também ficaram mais baratos itens como repolho, maracujá, mamão e diferentes variedades de banana.
Veja os 10 alimentos com maiores quedas:
| Produto | Variação |
|---|---|
| Manga | -13,48% |
| Cenoura | -10,67% |
| Melancia | -7,36% |
| Repolho | -4,80% |
| Peixe-cavala | -4,65% |
| Maracujá | -4,30% |
| Peixe-aruanã | -4,29% |
| Laranja-baía | -3,99% |
| Banana-d’água | -3,88% |
| Mamão | -3,58% |
As diferenças de preços entre categorias evidenciam um cenário de oscilações no abastecimento, que pode influenciar as decisões de compra e a seleção de ingredientes pelos estabelecimentos de alimentação.
Refeições e lanches fora de casa também ficam mais caros
A inflação da alimentação fora do domicílio acelerou de 0,44% em setembro para 0,56% em outubro, segundo o IBGE.
O preço das refeições registrou aumento de 0,61%, acima dos 0,38% observados no mês anterior. Já os lanches tiveram alta de 0,66%, ante 0,44% em setembro.
O avanço ocorre em um contexto de elevação dos preços de diferentes insumos alimentícios, fator que pode ampliar a pressão sobre as margens operacionais de restaurantes, bares e lanchonetes.
Para as empresas do setor, o cenário reforça a necessidade de equilibrar custos, precificação e competitividade, especialmente diante de consumidores que também enfrentam aumento das despesas com alimentação dentro e fora de casa.
Os resultados do IPCA-15 de outubro mostram que a inflação dos alimentos permanece como um ponto de atenção para toda a cadeia de alimentação, desde o abastecimento até o consumo final.
Fonte: IBGE










