O aumento das temperaturas está afetando a saúde da população e a atividade econômica em diferentes regiões do planeta. Um relatório internacional sobre clima e saúde aponta que a perda de produtividade causada pelo calor extremo custou US$ 1,07 trilhão (R$ 5,7 trilhões) à economia mundial em 2025, marcando o terceiro ano consecutivo em que os prejuízos ultrapassaram a marca de US$ 1 trilhão (R$ 5,3 trilhões).
O levantamento The Lancet Countdown também alerta para o avanço das mortes relacionadas ao calor e para a intensificação de eventos climáticos extremos. Os especialistas defendem medidas mais urgentes para reduzir as emissões de gases de efeito estufa.
Calor extremo
A perda de produtividade representa uma das principais consequências econômicas das altas temperaturas. Em 2025, agricultura e construção concentraram a maior parte dos prejuízos, com 38% e 29% do total. Os dois setores dependem de atividades realizadas ao ar livre, o que aumenta a exposição dos trabalhadores ao calor.
Os impactos também aparecem nos indicadores de saúde. O relatório estima que cerca de 710 mil pessoas morreram em 2023 devido à exposição a altas temperaturas. Desse total, aproximadamente 70% das mortes tiveram relação com as mudanças climáticas.

Seca e chuva intensa
Além das temperaturas elevadas, o estudo destaca o avanço de outros eventos extremos. Em 2025, fortes secas atingiram 52% das áreas terrestres do planeta, prejudicando condições consideradas importantes para a produção de alimentos.
As chuvas intensas também se tornaram mais frequentes. Entre 2016 e 2025, esses eventos afetaram, em média, 17,2% da superfície terrestre por ano. O Brasil também serve como um exemplo da mudança climática. Nos últimos anos, o país vem registrando fortes chuvas fora de época.
Redução de combustível fóssil
O The Lancet Countdown recomenda cortes imediatos nas emissões de gases de efeito estufa, com atenção à redução do uso de combustíveis fósseis. Apesar do avanço das energias renováveis, o uso de petróleo, gás e carvão continua elevado.
O estudo aponta que os subsídios líquidos globais aos combustíveis fósseis atingiram níveis recordes entre 2022 e 2024. Dessa forma, além do calor extremo, esse setor também afeta diretamente as condições climáticas e, consequentemente, a economia mundial.
Fonte: Times Brasil










