Segundo secretário Márcio Elias Rosa, documento foi criado com a participação do setor produtivo e pretende contribuir para melhoria da qualidade de vida.
Em entrevista exclusiva à Esfera Brasil, o secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, afirma que a nova política industrial trata a indústria como um meio para o crescimento econômico do País. Já na fase final de elaboração, o texto será conhecido em breve pelo setor produtivo.
“É um documento com direcionamento de dez anos, que demonstra a importância de se ter a indústria como um instrumento relevante para o processo de desenvolvimento do nosso País”, diz.Márcio Elias Rosa conta quais são os pilares da nova política industrial, trata da economia verde, fala da importância da recriação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI) e da participação da sociedade na proposta final.
A nova política industrial está baseada em pilares e está sendo construída pelo CNDI com auxílio dos setores produtivos e da sociedade civil. Quais são os pilares e por que foram escolhidos?
A política é ancorada em seis grandes missões de desenvolvimento industrial. Isso significa que o governo pretende ter uma política industrial que não é a indústria pela indústria, mas considerando a indústria como um instrumento para o desenvolvimento do País e da melhoria da qualidade de vida das pessoas. Possui seis grandes pilares, seis missões industriais que amparam grandes metas e que nos obrigam a buscar a convergência.
São elas: cadeias agroindustriais sustentáveis e digitais para a segurança alimentar, nutricional e energética; complexo econômico industrial da saúde resiliente para reduzir as vulnerabilidades do SUS [Sistema Único de Saúde] e ampliar o acesso à saúde; infraestrutura, saneamento, moradia e mobilidade sustentáveis para a integração produtiva e o bem-estar nas cidades; transformação digital da indústria para ampliar a produtividade; bioeconomia, descarbonização e transição e segurança energéticas para garantir os recursos para as futuras gerações; e tecnologias de interesse para a soberania e a defesa nacionais.
FONTE: EXAME











