Aviação agrícola brasileira celebra avanços e projeta expansão

O Congresso da Aviação Agrícola do Brasil 2025 encerrou-se nesta quinta-feira (21), após três dias de intensa programação, marcando um importante momento para o setor aeroagrícola nacional. Realizado no Aeroporto Executivo de Santo Antônio do Leverger, em Mato Grosso, o evento contou com a presença de autoridades políticas, empresários, pesquisadores e pilotos, consolidando-se como espaço estratégico de debates, networking e inovação tecnológica.

Segundo informações divulgadas pelo próprio Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (SINDAG), o congresso coincidiu com a comemoração do Dia Nacional da Aviação Agrícola, celebrando os 78 anos da atividade no país. A solenidade de abertura, realizada na noite de terça-feira (19), marcou o lançamento oficial do evento, com discursos que destacaram a importância histórica e econômica do setor para Mato Grosso e para o Brasil.

A presidente do Sindag, Hoana Almeida Santos, ressaltou a relevância da aviação agrícola e os avanços alcançados nos últimos anos. “É com muita honra que damos início a mais uma edição do Congresso da Aviação Agrícola do Brasil, aqui no coração do agro. Declaro aberto o evento”, afirmou. Hoana ainda destacou o aumento da participação feminina no setor, os desafios econômicos enfrentados e a necessidade de combate aos mitos sobre a atividade. Ela anunciou que 2025 seria o Ano da Segurança na Aviação Agrícola, enfatizando o compromisso com a qualificação e o profissionalismo do segmento.

Durante o congresso, foi entregue a Medalha Mérito Aviação Agrícola, maior honraria do setor, em reconhecimento às contribuições de profissionais e empresas que se destacaram na atividade. O auditório, lotado durante os três dias, recebeu palestras, debates, apresentações científicas e a mostra tecnológica, que evidenciou o porte e a ambição da edição deste ano.

Um dos principais temas discutidos foi o impacto da taxação americana sobre equipamentos aeronáuticos. O economista Claudio Junior Oliveira Gomes, diretor operacional do SINDAG, moderou debates sobre o assunto, destacando que a aplicação da Lei de Reciprocidade pelo Brasil poderia afetar diretamente a compra de aeronaves e a prestação de serviços. “A taxação impacta indiretamente o setor aeroagrícola, pois ele atende setores que são afetados”, explicou. Gomes lembrou que, na fase inicial, a expectativa era de um recuo de US$ 500 milhões, mas ajustes ainda eram necessários devido à exclusão de alguns produtos da taxação.

O setor aeroagrícola brasileiro apresenta crescimento consistente, segundo o SINDAG. Nos últimos 14 anos, a frota nacional aumentou de 1.560 para 2.722 aeronaves, com Mato Grosso concentrando 749 aviões. Para 2025, o faturamento anual do setor deve chegar a R$ 8 bilhões, e a projeção é que a frota alcance 3.400 aviões em 2028, atendendo 170 milhões de hectares em todo o país.

O congresso, que se consolidou como referência no setor, deixou claro que a aviação agrícola brasileira busca crescimento sustentável, inovação tecnológica e fortalecimento da segurança.

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