Após a liquidação extrajudicial do Will investimento, e consequentemente, do Will Bank, decretada pelo Banco Central na última quarta-feira (21), diversos clientes do banco seguem em dúvida sobre as obrigações financeiras que permanecem ativas.
A medida que encerrou as atividades do banco digital, impedem que clientes possam sacar o saldo ou realizar transações de Pix e transferências comuns. O saque do valor só pode ser acessado quando houver uma liberação do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que atua como um “seguro” para bancos em falência ou interdição judicial.
A liquidação do Will Bank aconteceu após o BC entender que a instituição não era capaz de seguir com as obrigações financeiras, além de relação direta com o Banco Master e Daniel Vorcaro, ex proprietário.
Dívidas ativas
Apesar da liquidação e o bloqueio das operações, a ação não elimina as obrigações financeiras de clientes que possuem fatura em aberto ou pendências como parcelamento de cartão de crédito, financiamento ou empréstimos.
O atraso no pagamento das dívidas com o banco digital estão sujeitas a juros e multas mesmo com a instituição inativa. As pendências do cliente com a instituição financeira, servem como ativos e entram na conta realizada para quitar os valores com os credores.
Caso o usuário ignore as pendências, além dos encargos que podem ser aplicados, o nome também pode ser negativado.
Quem cobra as dívidas ativas de um banco em liquidação?
O Banco Central designou Eduardo Felix Bianchini como liquidante da Will Bank, o mesmo responsável pelo processo envolvendo Daniel Vorcaro e o Banco Master. Neste caso, além de realizar os processos de liquidação do caso, o mesmo também cobrará dos clientes as dívidas ativas com o banco.
No entanto, mesmo com as operações paralisadas, é esperado que os clientes sejam notificados por alterações ou avisos, diretamente pelo próprio Will Bank.
Fonte: Times Brasil