O mercado wellness deixou de ser uma tendência passageira para se consolidar como um dos principais motores de transformação do varejo brasileiro. Impulsionado pela crescente busca por saúde, longevidade e bem-estar, o setor já movimenta cerca de US$ 96 bilhões no Brasil, com destaque para os segmentos de alimentação saudável, cuidados pessoais e produtos funcionais.
Esse movimento reflete uma mudança estrutural no comportamento do consumidor, que passa a priorizar ingredientes naturais e transparência por parte das marcas. Em paralelo, cresce a demanda por produtos orgânicos e soluções que integrem performance e nutrição.
Os dados do Global Wellness Institute (GWI) reforçam a dimensão global dessa transformação: o setor movimenta atualmente cerca de US$ 5,6 trilhões no mundo e deve avançar para até US$ 9 trilhões até 2028.
Nesse contexto, o Brasil se destaca como um dos mercados mais relevantes do setor, impulsionado pelo aumento da prática de atividades físicas, pela digitalização do consumo e pela crescente valorização da saúde preventiva.
Marcas brasileiras como a Pura Vida, hoje pertencente à Nestlé Health Science, e a True vêm se destacando no mercado ao apostar no conceito de “nutrição de verdade”, com produtos livres de aditivos artificiais, glúten, corantes e adoçantes artificiais, tambem focada no mercado wellness.
A movimentação também reflete o potencial do setor: antes de ser adquirida pela Nestlé, a Pura Vida faturou cerca de R$ 300 milhões em 2021. Já a True acelerou sua expansão em 2024 após receber um aporte da gestora 10b, com investimento inicial de R$ 48 milhões e potencial de até R$ 150 milhões.
Mais do que uma simples mudança de hábitos, o avanço do wellness evidencia uma transformação estrutural no comportamento do consumidor: a saúde deixa de ser apenas uma resposta a doenças e passa a ocupar o centro de uma estratégia contínua de cuidado e bem-estar.
A projeção é de crescimento médio de 7,3% ao ano até 2028, o que consolida o segmento como um dos principais vetores dessa mudança no padrão de consumo.
Fonte: Times Brasil