O Grupo Votorantim, holding de investimentos brasileira, iniciou o ano com forte posição de caixa e deve alcançar cerca de R$ 20 bilhões disponíveis após a conclusão da venda da CBA, prevista para os próximos meses. Apesar do montante elevado, a companhia afirma que não tem, neste momento, grandes aquisições no radar.
Como parte desse movimento, a companhia firmou, no fim de janeiro, a venda do controle da produtora de alumínio CBA, maior fabricante do país, criada em 1955. Em 2025, o grupo também se desfez de ativos de cimento na Tunísia e no Marrocos, reforçando a estratégia de reduzir a atuação em mercados emergentes. Além do Brasil, o foco está em economias de moeda forte, como Estados Unidos, Canadá e Espanha.
A estratégia do grupo segue voltada ao fortalecimento de negócios já existentes, em linha com a transformação iniciada nos últimos anos, que reduziu a exposição a commodities e ampliou investimentos em setores como farmacêutico, infraestrutura e imobiliário.
Entre os principais movimentos, está a possibilidade de investir até R$ 1 bilhão no aumento de capital da Hypera Pharma, farmacêutica dona de marcas como Mantecorp, Benegrip, Buscopan, elevando sua participação na companhia. No cimento, a Votorantim mantém um programa de investimentos de R$ 5 bilhões no Brasil.
Além disso, a empresa avalia oportunidades de expansão em mercados internacionais, especialmente nos Estados Unidos, por meio da Altre (plataforma de investimentos e negócios imobiliários do grupo Votorantim), e acompanha potenciais movimentos societários, como a venda de participação na Motiva.
Nos últimos anos, a Votorantim vem reformulando seu portfólio, com saída de ativos industriais e maior diversificação dos investimentos, consolidando-se como uma holding de capital.
Fonte: Times Brasil