O setor supermercadista brasileiro atingiu um faturamento recorde de R$ 1,14 trilhão em 2025, de acordo com o Ranking ABRAS 2026. O montante reforça o peso do segmento, que já responde por mais de 9% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, em um cenário de transformação marcado pela expansão dos atacarejos e pelo avanço da digitalização.
Além do volume financeiro, o setor se destaca pela capilaridade e impacto social. São mais de 439 mil lojas espalhadas pelo Brasil, responsáveis por cerca de 9 milhões de empregos diretos e indiretos.
No ranking das maiores empresas, a liderança é do Grupo Carrefour, seguido pelo Assaí Atacadista e pelo Grupo Mateus. Juntas, essas companhias representam a força dos grandes players em um mercado competitivo, que atende diariamente cerca de 30 milhões de consumidores em todo o território nacional.
O desempenho do setor também reflete mudanças estruturais no comportamento do consumidor. O modelo de atacarejo continua ganhando espaço ao combinar preços mais baixos com maior volume de compras, enquanto o varejo tradicional investe em estratégias de proximidade, com a expansão de lojas de bairro e formatos menores, voltados à conveniência.
Ao mesmo tempo, o e-commerce alimentar segue em crescimento, impulsionado pela digitalização e pela busca por praticidade. A integração entre canais físicos e digitais tem se tornado uma prioridade para as redes, que buscam melhorar a experiência do consumidor e aumentar a eficiência operacional.
Para os próximos anos, o setor deve manter o foco em produtividade, controle de custos e competitividade de preços, em um ambiente de consumo ainda pressionado. A combinação entre escala, tecnologia e proximidade com o cliente deve continuar sendo determinante para sustentar o crescimento e enfrentar os desafios do varejo alimentar no Brasil.
Fonte: Times Brasil