A Vale deve aprovar um aumento do capital social, sem emissão de ações, no valor total de quase R$ 500 milhões, elevando o capital social da Companhia para R$ 77,8 bilhões, mediante a capitalização de parte da Reserva de Incentivo Fiscal de Imposto de Renda, realizado nas áreas da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia, a SUDAM.
Ou seja, a reserva deve virar capital da empresa. A conversão desse incentivo fiscal em aumento de capital será votada nas assembleias ordinária e extraordinária marcadas para o dia 30 de abril.
Se aprovada, a medida será feita sem emissão de novas ações da companhia. Dessa maneira, não há diluição de capital, o que pode ser benéfico para quem detém ações da empresa, que verá a Vale aumentar – ainda que discretamente – seu valor diante do mercado, sem pulverizar esse ganho em novos papeis, o que geralmente acontece com aumento de capital.
Desse total, R$ 466 milhões são relacionados a projetos referentes aos períodos de 2011 a 2017 junto à região conhecida como Amazonia Legal, que abrange cerca de 59% do território nacional e 23 milhões de pessoas.
Na assembleia ordinária da Vale será pautada ainda a incorporação das subsidiarias BoaVale e CDA pela empresa. Já a assembleia extraordinária vai propor a confirmação de Marcio Antônio Chiumento como membro do conselho administrativo. As reuniões terão ainda a aprovação de contas de 2025, ano em que a Vale registrou lucro de R$ 13,8 bilhões.
Em dólar, o lucro líquido no anual foi de cerca de US$ 2,3 bilhões (cerca de R$ 12,2 bilhões, na cotação atual) para 2025, queda de 62% ante 2024, após reportar prejuízo líquido de US$ 3,8 bilhões (R$ 20,1 bilhões) no quarto trimestre, impactado por despesas contábeis extraordinárias.
Além disso, será debatida também a fixação da remuneração anual dos administradores e dos membros do Conselho Fiscal da Vale para o ano de 2026.
Fonte: Times Brasil