Após o mega sucesso durante a Covid-19, a farmacêutica Moderna (MRNA) volta ao centro dos holofotes. Nesta segunda-feira (11), os papéis da companhia avançãm cerca de 8% no pré-mercado da NYSE, graças ao anúncio do desenvolvimento da vacina contra o hantavirus, na última sexta-feira.
Segundo a biotech, que desenvolve vacinas do tipo mRNA (RNA mensageiro), os estudos da vacina estavam em fase de testes antes mesmo dos casos registrados no Cruzeiro MV Hondius, que saiu da Patagônia, no início de abril.
Segundo a CNBC Internacional, após a confirmação de que um cidadão americano testou positivo para o hantavírus, as ações da Moderna avançaram cerca de 9%. O movimento de alta já vinha se intensificando desde 7 de maio, com pico no dia 8, após o anúncio da vacina. No acumulado de cinco dias, a valorização chegou a quase 20%.
A farmacêutica ganhou projeção global durante a pandemia de Covid-19, quando foi uma das primeiras a desenvolver uma vacina contra a doença. Baseada em tecnologia de mRNA, a plataforma ensina o organismo a produzir uma proteína semelhante à do vírus, estimulando a resposta imunológica.
A pesquisa atual, que também usa a tecnologia de mRNA, está sendo realizada em parceria com o Centro de Inovação em Vacinas da Faculdade de Medicina da Universidade da Coreia e o Instituto de Pesquisa Médica de Doenças Infecciosas do Exército dos Estados Unidos.
Já existe uma vacina contra o hantavírus, desenvolvida na Universidade da Coreia e em uso desde a década de 1990. No entanto, sua eficácia é considerada limitada diante da diversidade de cepas do vírus. Nesse cenário, em 2024, durante o Seminário de Parceria para Acesso ao mRNA, eles anunciaram uma colaboração com a Moderna para desenvolver uma versão mais eficaz.
O hantavírus é uma doença rara, geralmente transmitida por roedores silvestres, por meio do contato com urina, fezes ou saliva contaminadas. Entretanto, os casos do cruzeiro são específicos da cepa Andes, a única com transmissão comprovada entre humanos.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica como baixo o risco de surtos do hantavírus, que, ao contrário da Covid-19, não tem uma transmissão altamente contagiosa. Mas, os casos recentes têm chamado atenção e gerado preocupação global, o que se refletiu no desempenho das ações da empresa.
Fonte: Times Brasil