A gigante espanhola de energia Repsol informou nesta quinta-feira (23) que seu lucro líquido no primeiro semestre mais que triplicou, impulsionado pela alta dos preços do petróleo e do gás provocada pelo conflito no Oriente Médio.
O lucro líquido entre janeiro e junho avançou 265% em relação ao mesmo período do ano anterior, para 2,2 bilhões de euros (US$ 2,58 bilhões), ante 603 milhões de euros registrados no primeiro semestre de 2025, informou a companhia em comunicado.
No segundo trimestre, o lucro líquido atingiu 1,27 bilhão de euros, acima dos 929 milhões de euros registrados no primeiro trimestre, apesar de a empresa não possuir ativos no Oriente Médio, região onde as hostilidades elevaram os preços internacionais do petróleo.
Nos últimos meses, a Repsol ampliou suas operações na Venezuela, onde detém 50% de participação no campo offshore de gás Perla, um dos maiores da América Latina, além de participar de diversos projetos de petróleo em parceria com a estatal venezuelana PDVSA.
Em junho, a empresa assinou um acordo para explorar um campo localizado no Lago de Maracaibo, considerado o berço da indústria petrolífera venezuelana.
Ainda durante o segundo trimestre, a Repsol informou ter fechado um acordo com o governo interino da Venezuela que lhe permite retomar o controle operacional da joint venture Petroquiriquire, da qual possui 40% de participação, enquanto a PDVSA detém os 60% restantes.
A companhia afirmou que pretende aumentar em 50% sua produção bruta de petróleo na Venezuela ao longo dos próximos 12 meses.
A Repsol também iniciou, em maio, a produção no campo de petróleo de Pikka, no Alasca, em parceria com a Santos, controladora do projeto. Segundo a empresa, a produção do empreendimento deverá alcançar 80 mil barris brutos por dia no terceiro trimestre.
Com cerca de 25 mil funcionários em todo o mundo, a Repsol produziu, em média, 548 mil barris de óleo equivalente por dia em 2025.
Fonte: Times Brasil