A Raízen informou que está analisando um conjunto de medidas para fortalecer sua estrutura de capital. Isto ocorre após semanas de discussões com seus acionistas controladores e pode envolver aporte financeiro, reorganização de dívidas e venda de ativos considerados não estratégicos.
O comunicado, divulgado em 4 de março, mostra que entre as iniciativas em estudo está uma contribuição de capital que pode chegar a R$ 4 bilhões.
Desse total, R$ 3,5 bilhões seriam aportados pelo Grupo Shell, enquanto R$ 500 milhões viriam de um veículo controlado pela Aguassanta Investimentos S.A., ligado à família do empresário Rubens Ometto Silveira de Mello, acionista controlador da Cosan S.A.
Além do possível aumento de capital, a companhia avalia mudanças na estrutura de seu endividamento financeiro. Entre as alternativas consideradas estão a conversão de parte da dívida em participação acionária e o alongamento dos prazos para pagamento do saldo restante.
A empresa também informou que pretende continuar com o processo de simplificação de suas operações, o que inclui a análise e eventual venda de ativos que não sejam considerados estratégicos, movimento que já havia sido comunicado anteriormente ao mercado.
Segundo a companhia, o objetivo é conduzir negociações com credores financeiros em um ambiente organizado e protegido, buscando uma solução consensual para a situação financeira. Caso necessário, a implementação dessas medidas pode ocorrer por meio de um processo de recuperação extrajudicial.
Apesar das discussões em andamento, a empresa afirmou que suas atividades seguem normalmente e que as iniciativas em análise não devem afetar clientes, fornecedores, revendedores ou demais parceiros comerciais.
A Raízen acrescentou ainda que continuará informando acionistas e investidores sobre eventuais desdobramentos relevantes relacionados ao tema.
Fonte: Times Brasil