O Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu incluir produtores rurais pessoas físicas e empresários individuais entre os beneficiários de linhas de financiamento do BNDES voltadas à inovação e digitalização. O crédito vem de recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
A mudança abre o acesso a programas que antes não contemplavam esse público. A medida vale para atividades agropecuárias, produção florestal, pesca, aquicultura e serviços diretamente ligados a essas áreas.
Na prática, o produtor rural passa a poder financiar automação, conectividade, digitalização e modernização dos sistemas produtivos, desde que atenda aos critérios de cada programa.
Entre as linhas disponíveis estão o BNDES Mais Inovação, focado em inteligência artificial, agricultura de precisão e conectividade; o BNDES Finame; e o Finame Baixo Carbono, voltado à aquisição de máquinas e equipamentos com maior eficiência ambiental.
Também entram no escopo projetos de internet no campo, monitoramento remoto, rastreabilidade, telemetria, softwares de gestão agropecuária e outras iniciativas do chamado Agro 4.0.
A iniciativa foi construída pelos ministérios da Agricultura e da Fazenda em parceria com o BNDES. O tema havia sido discutido em abril, em reunião entre o ministro da Agricultura, André de Paula, e o presidente do banco, Aloizio Mercadante.
O governo avalia que a medida deve estimular investimentos em equipamentos de maior intensidade tecnológica e impactar fabricantes, distribuidores e prestadores de serviços do setor agrícola.
Fonte: Times Brasil