A Prefeitura de São Paulo fechou acordo para a compra do Palácio dos Correios, no Vale do Anhangabaú, por R$ 79,5 milhões.
O imóvel histórico, inaugurado em 1922 e localizado no centro da capital paulista, será transformado em um novo polo de serviços públicos e monitoramento urbano, de acordo com o Estadão.
A gestão municipal pretende instalar no local centrais do programa Smart Sampa, órgãos ligados ao trânsito e transporte coletivo, além de uma unidade do Descomplica com funcionamento 24 horas. A proposta é que o espaço passe a ser chamado de D24.
A negociação foi alinhada em reunião realizada no último dia 14 entre representantes da prefeitura e dos Correios. Segundo a administração municipal, o Conselho dos Correios já aprovou a venda do prédio e os órgãos seguem finalizando os trâmites para formalizar a transferência do imóvel.
O que deve funcionar no Palácio dos Correios
O prédio deve concentrar diferentes estruturas ligadas à gestão da cidade. A principal delas será a central do Smart Sampa, sistema de monitoramento por câmeras utilizado pela prefeitura em ações de segurança e vigilância urbana.

Também devem funcionar no local setores da Companhia de Engenharia de Tráfego, a CET, e da SPTrans, responsável pela administração do transporte público municipal.
Outra estrutura prevista é uma unidade do Descomplica, serviço de atendimento ao cidadão da prefeitura, que terá operação durante 24 horas.
A agência dos Correios que atualmente funciona no edifício será mantida, mas ocupará um espaço menor dentro do complexo.
Reforma do prédio dos Correios já consumiu R$ 30 milhões
Mesmo antes da conclusão da compra, a prefeitura já utilizava o imóvel por meio de um contrato de cessão gratuita firmado em maio de 2025.
Pelo acordo, o município assumiu a responsabilidade pela recuperação interna do prédio e pela manutenção do espaço.
As intervenções já consumiram cerca de R$ 30 milhões, segundo a administração municipal. O custo mensal de manutenção do conjunto ultrapassa R$ 3 milhões.
Por ser um patrimônio tombado, a fachada histórica não pode sofrer alterações. As mudanças ficaram concentradas na parte interna para adaptar o espaço às novas funções administrativas e tecnológicas.
Patrimônio histórico no centro de São Paulo
Projetado pelo escritório de Ramos de Azevedo, o Palácio dos Correios foi inaugurado em 20 de outubro de 1922 durante as comemorações do centenário da Independência do Brasil.
O edifício possui cerca de 15 mil metros quadrados de área construída e reúne características arquitetônicas ecléticas com influência neoclássica. O conjunto inclui um prédio principal com quatro pavimentos e um bloco secundário de três andares.
Durante décadas, o local concentrou atividades administrativas dos Correios em São Paulo. A estrutura perdeu essa função nos anos 1970, quando a estatal transferiu parte das operações para a Vila Leopoldina.
Em 2012, o imóvel foi tombado como patrimônio histórico. Hoje, o prédio integra um dos conjuntos arquitetônicos mais tradicionais do centro da capital, ao lado do Teatro Municipal, do Viaduto do Chá e do Edifício Martinelli.
Correios mantêm plano de venda de imóveis
A venda do Palácio dos Correios faz parte do processo de reestruturação da estatal. Apesar de o imóvel ter sido retirado da lista de leilões devido à negociação com a prefeitura, os Correios seguem colocando outros prédios à venda em diferentes regiões do País.
Entre os destaques está o Complexo Baumann, na Vila Leopoldina, zona oeste de São Paulo. O centro logístico e industrial está avaliado em R$ 158,9 milhões e será leiloado com lance mínimo de R$ 135,1 milhões.
Ao todo, 34 imóveis dos Correios desocupados ou subutilizados serão ofertados pela estatal em leilões realizados nesta semana.
Fonte: Times Brasil