Preço do milho tem leve alta no mercado externo

As cotações do milho registraram alta na Chicago Board of Trade durante a semana de 6 a 12 de março, embora em ritmo inferior ao observado para a soja. A análise consta em relatório semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), divulgado na quinta-feira (12).

Segundo o levantamento, o primeiro contrato do cereal em Chicago encerrou o pregão de quinta-feira (12) cotado a US$ 4,48 por bushel, ante US$ 4,41 registrados uma semana antes. De acordo com a Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), o conflito no Oriente Médio também influencia esse mercado, mas ainda com impacto limitado nas negociações em Chicago.

O relatório também destaca a divulgação do balanço de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), publicada em 10 de março. Segundo o documento, não houve alterações nas estimativas de produção e estoques finais do cereal nos Estados Unidos em relação às projeções divulgadas em fevereiro.

No entanto, o órgão revisou as estimativas para a América do Sul. A produção do Brasil foi elevada para 132 milhões de toneladas, enquanto a da Argentina foi reduzida para 52 milhões de toneladas. Em ambos os casos, a diferença em relação ao relatório anterior é de um milhão de toneladas.

No cenário global, a produção de milho foi revisada para 1,297 bilhão de toneladas. Os estoques finais mundiais também foram elevados, alcançando 292,8 milhões de toneladas, conforme o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

No mercado brasileiro, o atraso no plantio da safrinha começa a pressionar os preços do cereal, ainda que de forma gradual. Segundo a análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), o excesso de chuvas no Centro-Oeste gera preocupação quanto ao andamento da semeadura.

Nas principais praças do Rio Grande do Sul, os preços permaneceram em torno de R$ 56,00 por saco durante a semana. Em outras regiões do país, as cotações variaram entre R$ 52,00 e R$ 69,00 por saco.

Na B3, os contratos futuros acompanham parcialmente o movimento de alta observado em Chicago. No meio da semana, o contrato com vencimento em março era negociado a R$ 71,62 por saco, enquanto os contratos de maio e setembro estavam cotados a R$ 75,30 e R$ 71,25 por saco, respectivamente.

Entre os fatores que influenciam o mercado brasileiro de milho estão as condições climáticas para o plantio da safrinha, a perda da janela ideal de semeadura em algumas regiões produtoras, o aumento dos preços do diesel e dos fertilizantes e os impactos do conflito no Oriente Médio sobre os custos de produção.

Fonte: Agrolink

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