Porto Seguro tem lucro de R$ 888,6 milhões no segundo trimestre e revisa guidance de 2026

A Porto Seguro divulgou nesta sexta-feira (7) seu balanço do segundo trimestre de 2026 com lucro líquido recorrente de R$ 888,6 milhões, alta de 1,2% em relação ao mesmo período do ano passado. No mesmo dia, a companhia comunicou ao mercado a revisão do guidance para 2026, ajustando projeções ligadas à taxa efetiva de imposto e às operações do Porto Bank.

O lucro líquido total do grupo somou R$ 879,4 milhões no período, praticamente estável frente aos R$ 878,1 milhões do 2T25. A receita total alcançou R$ 10,9 bilhões, avanço de 10,4%. O ROAE recorrente ficou em 22,3%, com queda de 2,3 pontos percentuais na comparação anual, reflexo direto da deterioração de resultado na vertical de crédito.

Segundo o release de resultados, o crescimento nas receitas totais veio acompanhado de rentabilidade acima de 20% pelo oitavo trimestre consecutivo. Em nota, o CEO do Grupo Porto, Paulo Kakinoff, atribuiu a consistência do resultado à diversificação do modelo de negócios da companhia entre as verticais de seguros, saúde, banco e serviços.

Ainda conforme o documento, as quatro unidades de negócio somadas movimentaram R$ 11 bilhões em receitas no trimestre, incremento de 11% sobre o 2T25, quando descontados os efeitos do novo modelo de diferimento de receitas do Consórcio.

Porto revisa guidance de 2026 após balanço

No mesmo dia da divulgação dos números trimestrais, a Porto Seguro atualizou o guidance de desempenho para o exercício de 2026. O documento, assinado pelo diretor executivo de Relações com Investidores, Domingos de Toledo Piza Falavina, reforça que as projeções refletem expectativas da administração e não configuram promessa de resultado.

A companhia manteve a maior parte das metas divulgadas anteriormente, com ajustes concentrados nas frentes de taxa efetiva de imposto e na vertical bancária. As verticais Porto Saúde e Porto Serviço tiveram todas as projeções mantidas sem alteração.

Guidance mantém resultado financeiro e ajusta taxa efetiva

O resultado financeiro consolidado para 2026 segue projetado entre R$ 1,4 bilhão e R$ 1,8 bilhão, sem mudanças. Já a taxa efetiva de imposto de renda foi revisada de uma faixa entre 24% e 28% para uma faixa entre 23% e 27%.

De acordo com o Fato Relevante, a revisão decorre da reversão de impostos diferidos sobre a mais valia da aquisição de uma subsidiária após sua incorporação à estrutura do grupo.

Na vertical Porto Seguro, a sinistralidade projetada para o ano também foi ajustada, passando de uma faixa entre 50,5% e 54,5% para uma faixa entre 50% e 54%. As demais métricas da unidade de seguros, como variação do prêmio ganho e índice de G&A, permaneceram mantidas.

Porto Bank reduz lucro com alta das perdas de crédito

O Porto Bank fechou o trimestre com lucro líquido de R$ 137,8 milhões, queda de 32,5% em relação ao 2T25. O ROAE da vertical recuou para 16,3%, ante 27,6% um ano antes.

Segundo o release, o resultado foi pressionado pelo avanço de 67% nas perdas de crédito, que somaram R$ 868,4 milhões no período. O documento atribui o movimento a um ciclo de crédito mais adverso no mercado, além de uma postura mais conservadora na constituição de provisões pela companhia.

Por outro lado, o índice de eficiência da unidade melhorou 4 pontos percentuais, para 25,4%. A receita do Porto Bank cresceu 16,6% na comparação anual, para R$ 1,9 bilhão, impulsionada principalmente pelo Consórcio, que avançou 29,3% no critério comparável.

Diante desse cenário de crédito, o guidance para o Porto Bank em 2026 também foi revisado. A receita total da vertical passou de uma faixa entre R$ 7,5 bilhões e R$ 7,9 bilhões para uma faixa entre R$ 7,7 bilhões e R$ 8,1 bilhões. As perdas de crédito projetadas subiram de uma faixa entre R$ 2,7 bilhões e R$ 3,1 bilhões para uma faixa entre R$ 3,1 bilhões e R$ 3,5 bilhões. Já o índice de eficiência projetado melhorou, de uma faixa entre 27% e 31% para uma faixa entre 24% e 28%.

Seguros e saúde sustentam rentabilidade do grupo

Enquanto o Porto Bank enfrentou pressão na rentabilidade, as verticais de seguros e saúde tiveram desempenho oposto no trimestre. A Porto Seguro, unidade de seguros, registrou lucro de R$ 455,8 milhões, alta de 4,9%, com ROAE de 32,9% e melhora de 1,4 ponto percentual na sinistralidade, que recuou a 49,1%.

A Porto Saúde apresentou o maior crescimento percentual entre as verticais, com lucro de R$ 143,9 milhões, avanço de 36,4% sobre o 2T25, e ROAE de 24%. A companhia atribuiu o resultado ao aumento de beneficiários e à melhora na sinistralidade da carteira de saúde e odontológico.

Já a Porto Serviço teve lucro de R$ 50,2 milhões, crescimento de 11,2%, com destaque para a expansão de 34,3% na receita de produtos digitais.

Fonte: Times Brasil

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