A Pfizer divulgou nesta terça-feira (04) resultados do segundo trimestre que superaram as estimativas de Wall Street e elevou o piso de sua projeção de receita para o ano, citando o desempenho mais forte do que o esperado de seus produtos não relacionados à Covid-19.
A farmacêutica agora espera registrar receita entre US$ 60,5 bilhões e US$ 62,5 bilhões em 2026, acima da faixa anterior, de US$ 59,5 bilhões a US$ 62,5 bilhões. Mesmo assim, esse intervalo ainda representa estabilidade ou uma leve queda em relação à receita de US$ 62,6 bilhões registrada em 2025.
A empresa também reduziu sua expectativa de receita anual com os produtos voltados ao combate da Covid-19 — a vacina e o antiviral oral Paxlovid — para US$ 4 bilhões, abaixo da previsão anterior de aproximadamente US$ 5 bilhões.
A Pfizer manteve sua projeção de lucro ajustado para o ano entre US$ 2,80 e US$ 3,00 por ação.
Confira os resultados do segundo trimestre em comparação com as expectativas de analistas consultados pela LSEG:
- Lucro por ação: US$ 0,77 ajustado, ante expectativa de US$ 0,68;
- Receita: US$ 15,03 bilhões, acima da previsão de US$ 14,41 bilhões.
A farmacêutica aposta em investimentos de longo prazo em seu portfólio de medicamentos para compensar a queda nas vendas dos produtos contra a Covid-19 e o desempenho mais fraco de medicamentos mais antigos. Entre essas iniciativas está a recente aquisição da empresa de biotecnologia voltada ao tratamento da obesidade Metsera, em um acordo de US$ 10 bilhões.
Os investidores também acompanham uma série de divulgações consideradas estratégicas para a Pfizer ao longo deste ano, incluindo resultados de estudos sobre um tratamento combinado que reúne sua injeção da classe GLP-1 e um candidato a medicamento baseado em amilina, ambos voltados ao mercado de obesidade.
Fonte: Times Brasil