A Abu Dhabi National Oil Company (ADNOC) anunciou neste domingo (3) que pretende investir US$ 55 bilhões (R$ 272,3 bilhões) em novos projetos nos próximos anos, poucos dias após os Emirados Árabes Unidos deixarem oficialmente a Opep.
A saída da Opep e do grupo ampliado Opep+ permitirá ao país produzir petróleo em volumes definidos por sua própria estratégia, após décadas seguindo o sistema de cotas do cartel, o que pode gerar uma entrada significativa de receitas.
“A ADNOC confirmou hoje que está acelerando o crescimento e a execução de sua estratégia com 200 bilhões de dirhams (US$ 55 bilhões – R$ 272,3 bilhões) em novos contratos de projetos para 2026-2028”, informou a empresa em comunicado.
O anúncio ocorre em um momento de forte instabilidade no Golfo, com a guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, que tem provocado impactos no Estreito de Ormuz, reduzindo exportações de energia e levando a ataques que danificaram infraestruturas na região.
Antes do bloqueio iraniano no Estreito de Ormuz, os Emirados Árabes Unidos eram o quarto maior produtor da Opep+, respondendo por cerca de 13% da produção do cartel.
O país vinha demonstrando insatisfação com as cotas lideradas pela Arábia Saudita, que limitavam sua produção a cerca de 3,4 milhões de barris por dia para sustentar os preços do petróleo.
Agora, Abu Dhabi pretende ampliar sua capacidade de produção para 5 milhões de barris por dia até 2027.
Segundo a ADNOC, os novos investimentos abrangem operações de upstream e downstream e marcam uma nova fase que deve impulsionar a capacidade industrial dos Emirados, reforçar a resiliência do setor e aprofundar os planos de expansão de produção e gastos no país.
Os Emirados Árabes Unidos integravam a Opep desde 1967, por meio do emirado de Abu Dhabi, quatro anos antes da independência do país, então sob protetorado britânico.
A saída do cartel foi oficializada em 1º de maio.
Enquanto a ADNOC anunciava seus novos investimentos, os sete membros remanescentes da Opep+ aprovaram um aumento nas cotas de produção de petróleo, na primeira reunião realizada após a saída dos Emirados.
Fonte: Times Brasil