O mercado internacional de petróleo encerrou a sessão desta quinta-feira (26) sem direção definida, em meio à cautela dos investidores diante da nova rodada de negociações entre Estados Unidos e Irã. A volatilidade marcou o pregão, refletindo incertezas sobre os possíveis impactos do diálogo na oferta global da commodity, especialmente no Oriente Médio.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o WTI para abril recuou 0,32% (US$ 0,21 – R$ 1,08), fechando a US$ 65,21 (R$ 335,18) o barril. Já o Brent para maio, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, avançou 0,21% (US$ 0,15 – R$ 0,77), a US$ 70,84 (R$ 364,12) o barril.
A sessão foi marcada por oscilações ao longo do dia, enquanto investidores acompanhavam a terceira rodada de negociações entre Washington e Teerã, realizada em Genebra. O ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr Albusaidi, classificou o progresso como “significativo” e anunciou um novo encontro na próxima semana, em Viena. Apesar disso, relatos indicam que divergências entre as exigências dos EUA e do Irã ainda persistem.
Segundo a consultoria ICIS, um eventual acordo – ou mesmo um avanço concreto nas tratativas – poderia provocar queda acentuada nos preços do petróleo, diante da perspectiva de maior oferta iraniana no mercado internacional. “É por isso que vimos os preços oscilando para cima e para baixo”, avaliou a empresa. Para analistas do Rabobank, o cenário ainda comporta forte volatilidade. A instituição projeta que o Brent pode superar US$ 90 (R$ 462,60) por barril em caso de escalada das tensões, mas ressalta que, sem um ataque direto dos EUA ao Irã nas próximas semanas, os preços poderiam recuar para US$ 60 (R$ 308,40). “O caminho do petróleo dependerá de o Irã tentar impedir fluxos no Estreito de Ormuz ou atacar infraestrutura da Arábia Saudita”, destacaram.
(*Com informações do Estadão Conteúdo)
Fonte: Times Brasil