A Petrobras anunciou, na noite de quarta-feira (1º), uma medida para suavizar o reajuste do querosene de aviação, o QAV, previsto para entrar em vigor a partir desta data. Em vez de absorver de uma vez o aumento de 54,8% estabelecido em contrato, as distribuidoras que atendem a aviação comercial poderão pagar apenas 18% em abril. A diferença será parcelada em seis vezes, com a primeira parcela a partir de julho de 2026.
Para acessar a condição, as distribuidoras têm até segunda-feira (6) para assinar um termo de adesão disponibilizado pela estatal.
Parcelamento para conter volatilidade
O mecanismo foi desenhado para preservar a demanda pelo produto e evitar que o reajuste integral provoque ruptura no abastecimento ou pressão imediata sobre as tarifas aéreas. A Petrobras afirma que a medida mantém neutralidade financeira para a companhia, mesmo com o alívio concedido aos clientes.
A estatal atribui a forte alta do QAV à elevação das cotações internacionais dos derivados de petróleo, intensificada pelas tensões geopolíticas recentes no Oriente Médio. O parcelamento, portanto, funciona como um amortecedor entre a volatilidade externa e o mercado doméstico.
A Petrobras sinalizou que o mecanismo poderá ser oferecido também em maio e junho, com parâmetros ainda a serem calculados.
QAV e o custo do bilhete aéreo
O querosene de aviação é um dos maiores itens de custo das companhias aéreas, respondendo por parcela relevante das despesas operacionais. Reajustes abruptos no QAV têm impacto direto sobre a precificação das passagens e sobre a rentabilidade das empresas do setor.
Ao distribuir o aumento ao longo de meses, a Petrobras abre espaço para que distribuidoras e companhias aéreas ajustem suas operações de forma gradual, reduzindo o risco de repasse imediato ao passageiro.
A medida vale a partir desta quarta-feira (1º) e que o termo de adesão estará disponível até segunda-feira (6) para as distribuidoras interessadas.
Fonte: Times Brasil