A Petrobras avançou na margem equatorial africana ao assinar, por meio da subsidiária Petrobras Netherlands B.V. (PNBV), contratos de partilha de produção para oito blocos exploratórios offshore na Costa do Marfim, segundo comunicado divulgado pela companhia nesta quinta-feira (17).
Ainda de acordo com o texto, a assinatura dá continuidade a um anúncio já feito pela estatal em junho de 2025 e envolve diretamente a República da Costa do Marfim e a estatal local PETROCI Holding.
A companhia informa que a PNBV deterá 90% de participação nos blocos e atuará como operadora dos projetos, enquanto a PETROCI Holding ficará com os 10% restantes.
Contratos abrangem oito blocos offshore na Costa do Marfim
Os contratos, chamados de PSCs, cobrem os blocos CI-513, CI-600, CI-601, CI-602, CI-603, CI-605, CI-701 e CI-702, todos localizados em águas marítimas da Costa do Marfim, conforme detalha o comunicado da Petrobras.
A companhia afirma que os contratos asseguram participação em áreas exploratórias de elevado potencial na margem equatorial africana, região que vem concentrando parte dos investimentos globais em exploração de petróleo e gás.
PNBV terá 90% de participação e atuará como operadora
Pelos termos divulgados pela Petrobras, a PNBV assume o papel de operadora dos oito blocos, com participação majoritária de 90%, enquanto a PETROCI Holding, estatal do governo marfinense, mantém os 10% remanescentes em cada contrato.
A estrutura societária, segundo a companhia, segue o modelo já adotado pela Petrobras em outros países onde opera projetos de exploração em parceria com estatais locais.
Acordo com a Costa do Marfim integra plano de novas reservas
A Petrobras relaciona a assinatura dos contratos ao objetivo de recompor reservas de óleo e gás por meio da exploração de novas fronteiras, tanto no Brasil quanto no exterior, conforme previsto em seu Plano de Negócios, aponta o comunicado.
A companhia diz ainda que a avaliação de novas oportunidades busca diversificar o portfólio exploratório e sustentar a geração de valor de seus negócios no longo prazo.
Contratos garantem direito de exploração, não descoberta de petróleo
Vale destacar que os contratos assinados garantem à Petrobras o direito de explorar as áreas na Costa do Marfim, mas não representam, por si só, descoberta ou produção de petróleo. A viabilidade de cada bloco depende dos resultados dos trabalhos de exploração que ainda serão realizados.
Fonte: Times Brasil