Na última quarta-feira (25), o Grupo Pão de Açúcar (GPA) reuniu-se com os investidores em teleconferência para apresentar os resultados referentes ao quarto trimestre de 2025 e discutir possíveis estratégias frente ao futuro incerto da companhia.
Nesse sentido, apesar dos desfechos mais recentes indicarem redução do prejuízo, uma análise da Deloitte, enviada à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), alerta para uma possível interrupção das operações do GPA.
Em geral, o relatório do 4º trimestre de 2025 mostra:
- Prejuízos de R$ 572 milhões – 48,2% menor em comparação ao mesmo período em 2024. Anualmente, a redução foi de 65,8%.
- Receita líquida de R$ 5,11 bilhões – queda de 2% em comparação ao 4T24.
Entretanto, a auditoria da Deloitte descreveu que, em 31 de dezembro de 2025, o capital circulante líquido negativo da empresa estava em R$ 1,2 bilhão. De acordo com o documento, as contas chegaram a esse nível devido a empréstimos e debêntures no valor de R$ 1,7 bilhão, com vencimentos marcados para 2026.
Estratégias do Pão de Açúcar frente à crise
Diante do risco de paralisar as operações, o Grupo Pão de Açúcar deve revisar todas as despesas do conglomerado. Nesse contexto, fazem parte do GPA: os mercados Pão de Açúcar, Extra Mercado, Minuto Pão de Açúcar, Mini Extra e outros, além de marcas próprias, como Qualitá e Taeq.
Sendo assim, o CEO Alexandre de Jesus falou na reunião sobre estimular mudanças estruturais e culturais nas empresas do grupo. Além disso, o plano de investimentos para este ano foi cortado pela metade, para R$ 350 milhões.
Em geral, embora ainda haja espaço estrutural para evoluir a rentabilidade e as margens – segundo Santoro – o momento pede por redução de gastos. Paralelamente, vão negociar com credores financeiros, racionalizar outros investimentos e vender imóveis em desuso.
Em meio a tudo isso, o encerramento de lojas será a última opção.
Por fim, ontem o mercado respondeu às notícias com 1,28% de queda nas ações da PCAR3. Ademais, o Grupo Pão de Açúcar deve continuar acompanhando a liquidez da empresa, para agir rapidamente caso outras intervenções sejam necessárias.
Fonte: Times Brasil