O Conselho Nacional do Café (CNC), representante das cooperativas e dos produtores de café do Brasil, manteve todos os contatos possíveis no sentido de que a taxação aos cafés brasileiros por parte dos Estados Unidos fosse retirada, sempre com avaliações positivas de que essa medida, além de prejudicar a produção e as exportações brasileiras, teria forte impacto sobre os consumidores americanos, uma vez que o café é uma commodity que não é produzida naquele país.
Da mesma forma, outros produtos que não são cultivados no mercado americano também são insuficientes para o abastecimento interno, o que reforça a necessidade de equilíbrio nas decisões comerciais.
Em nossos contatos internos, trabalhamos junto ao Governo do Brasil para que houvesse o máximo de cuidado em relação às declarações oficiais, inclusive as do próprio Presidente da República, a fim de evitar um confronto político no qual todas as partes sairiam prejudicadas.
Nesse contexto, aguardamos manifestações, como a do Secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, que reconheceu que o governo americano não pode mais postergar a decisão sobre a retirada da tarifa, pois a manutenção da penalização afetaria diretamente seus consumidores — o que também não seria o melhor caminho.
Continuamos acreditando que, em breve, teremos o resultado esperado, ou seja, a desoneração de algumas culturas produzidas no Brasil e amplamente consumidas no mercado americano, dentre elas, o café.
SILAS BRASILEIRO
Presidente do Conselho Nacional do Café (CNC)
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