A Neoenergia S.A. divulgou os seus resultados financeiros e operacionais referentes ao segundo trimestre (2T26), com margem bruta de R$ 4,1 bilhões, um crescimento de 5% em relação ao mesmo período de 2025.
O Lucros antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (EBITDA) foi de R$ 3,5 bilhões e representou um crescimento de 11% na comparação ao 2T25.
O lucro atribuído aos acionistas controladores totalizou R$ 900 milhões no trimestre, queda de 45% na comparação com 2025, e de R$ 2,184 bilhões no semestre, registrando uma queda de 17%.
A retração decorre de efeitos não recorrentes registrados no 2T25, que incluíram créditos tributários extraordinários de indébitos (exclusão da Selic do PIS/COFINS), além do aumento das despesas financeiras em função da expansão do saldo médio da dívida voltada ao plano de investimentos.
Expansão nas redes
O segmento de Redes encerrou o 2T26 com 17,155 milhões de clientes ativos, o que representa um crescimento de 2% em relação ao 2T25. A energia injetada total, incluindo a Geração Distribuída (GD), cresceu 3,0% no trimestre, atingindo 22.653 GWh.
Um dos grandes marcos estratégicos do período foi a formalização, no mês de maio, da prorrogação antecipada por mais 30 anos dos contratos de concessão das distribuidoras Neoenergia Coelba, Neoenergia Cosern e Neoenergia Elektro.
A medida consolida a estabilidade regulatória de longo prazo para o grupo, complementando a renovação da Neoenergia Pernambuco, formalizada em setembro de 2025.
A companhia também reforçou que todas as distribuidoras mantiveram os indicadores de continuidade DEC e FEC abaixo dos limites regulatórios estabelecidos pela ANEEL. Paralelamente, foram intensificadas as ações de combate a perdas e inadimplência, com mais de 107 mil inspeções realizadas e a substituição de 151 mil medidores obsoletos no semestre.
Investimentos
Os investimentos (CAPEX) consolidados da companhia somaram R$ 4,0 bilhões no acumulado de 2026, com foco na expansão e modernização da infraestrutura de distribuição (R$ 3,7 bilhões), elevando a Base de Remuneração Regulatória (RAB) para R$ 47,3 bilhões.
No segmento de Geração e Clientes, a companhia concluiu em abril o closing da venda da UHE Dardanelos para a EDF Brasil Hidro, passando a deter uma participação indireta de 25% classificada no ativo financeiro. Além disso, a Neoenergia firmou contrato para consolidar seu controle acionário em 51% da holding de transmissão em parceria com o fundo Unique Power.
Avanço na agenda ESG
Na agenda socioambiental, o grupo destacou o avanço da primeira fase do projeto Noronha Verde, com a instalação de 4,8 mil placas solares em Fernando de Noronha. A companhia também obteve financiamentos estratégicos de longo prazo, incluindo R$ 764 milhões junto à Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA) vinculados a metas de sustentabilidade (Sustainability-Linked Loan) e R$ 87 milhões via Fundo Clima (BNDES) para a restauração da Mata Atlântica na Bahia.
Fonte: Times Brasil