Os contratos futuros do minério de ferro se recuperaram na segunda-feira (13), interrompendo uma sequência de seis sessões consecutivas de queda que havia levado a commodity à mínima em um mês. A alta foi impulsionada pela valorização do petróleo e pelo aumento da demanda por matérias-primas.
O contrato de setembro do minério de ferro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE), na China, subiu 1,26%, para 763,5 iuanes, equivalente a US$ 111,75 a tonelada. O contrato de maio na Bolsa de Cingapura avançou 1,08%, a US$ 104,60 a tonelada.
Desestocagem e produção sustentam preços
Dois fatores internos ao mercado chinês contribuíram para a recuperação. O estoque de minério de ferro nos principais portos do país recuou 0,16% em relação à semana anterior, segundo dados da consultoria SteelHome apurados em 10 de abril. A desestocagem contínua, combinada ao aumento da produção de metais quentes, mantém os preços sustentados, de acordo com a consultoria Mysteel.
O volume importado, porém, apresentou queda de 536.100 toneladas em 47 portos chineses, reflexo de interrupções no fornecimento australiano. A expectativa é de melhora nas importações ao longo desta semana, à medida que as interrupções diminuem.
Petróleo acima de US$ 100 encarece transporte
A alta do petróleo acima de US$ 100 o barril, após o anúncio do bloqueio naval do Estreito de Ormuz pelo governo americano, adiciona pressão de custo ao mercado de commodities. Para o minério de ferro, o efeito é direto: fretes mais caros encarecem o transporte marítimo e tendem a dar suporte aos preços da matéria-prima no mercado global.
A tensão em Ormuz, somada ao fracasso das negociações entre Washington e Teerã no fim de semana, mantém o ambiente de incerteza sobre o fornecimento de energia no Oriente Médio e seus reflexos nas cadeias globais de matérias-primas.
Fonte: Times Brasil