A Marfrig e a BRF informaram ao mercado neste domingo (3) que concluíram a criação da Sadia Halal, empresa que vai concentrar parte das operações de alimentos halal da companhia no Oriente Médio.
A nova empresa nasce de uma joint venture entre a BRF GmbH, subsidiária integral da BRF, e a Halal Products Development Company (HPDC), subsidiária do Public Investment Fund (PIF), fundo soberano da Arábia Saudita.
Com a conclusão do contrato de investimento, a BRF GmbH passa a deter 90% da Sadia Halal. A HPDC ficará com os 10% restantes.
A Sadia Halal passa a reunir empresas de distribuição na Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Omã, além de fábricas na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos. A empresa também concentrará as exportações diretas para clientes da região MENA, que reúne países do Oriente Médio e do Norte da África.
Os ativos da Turquia ficaram fora da transação.
Pelo acordo, a HPDC fará aportes de cerca de US$ 97 milhões na Sadia Halal. Desse total, US$ 24,3 milhões foram aportados no fechamento da operação, e outros US$ 73,1 milhões serão investidos até 31 de dezembro de 2026.
A BRF também assinou um contrato de fornecimento de produtos por 10 anos com a Sadia Halal. Com isso, a companhia continuará vendendo produtos feitos no Brasil para a nova empresa atender os mercados halal.
Além disso, a joint venture poderá usar marcas das companhias, especialmente a Sadia, que já é reconhecida em países do Oriente Médio, em especial na Arábia Saudita.
IPO em Riade
Com a primeira etapa concluída, Marfrig e BRF informaram que vão iniciar imediatamente os preparativos para abrir o capital da Sadia Halal na bolsa de Riade, na Arábia Saudita.
A oferta ainda depende das condições de mercado e de aprovações regulatórias.
Segundo as companhias, a Sadia Halal tem valor de firma de US$ 2,07 bilhões e nasce como uma das maiores plataformas globais de produção e distribuição de proteínas halal.
A empresa terá fábricas em dois países, centros de distribuição em cinco países do Golfo e acesso a uma base de mais de 350 milhões de consumidores em 14 países islâmicos.
Fonte: Times Brasil