O mercado americano exige adaptações profundas das marcas brasileiras em aspectos que vão desde o produto até a comunicação, embora a criatividade nacional ganhe força nos segmentos de moda, lifestyle e design.
Silvana Scheffel, professora de Comunicação e Publicidade e curadora do hub de luxo da ESPM, ressaltou a complexidade de transpor a identidade do país para o exterior por meio do conceito de glocalização.
“Ao mesmo tempo que a gente tem tendências que privilegiam o movimento do artesanal e o brazilian core, as coisas que carregam brasilidade, você tem que saber que você precisa fazer essa adaptação cultural do produto por conta dos hábitos locais, do público alvo, do que o público espera”, pontuou ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
Ela também destacou as exigências do mercado externo em relação ao padrão dos produtos, o que obriga as marcas a um processo de aprimoramento.
Segundo a professora, o mercado internacional é bastante exigente, e as empresas, ao se internacionalizarem, precisam elevar o nível de qualidade, utilizar matérias-primas melhores, aprimorar o acabamento, a costura e os aviamentos, além de construir valor sem perder o DNA da marca.
Scheffel ressaltou ainda os elementos que se destacam na moda brasileira no exterior. Segundo ela, a assinatura do país está na estamparia, nos trabalhos manuais, no tricô, no crochê e, principalmente, no bordado.
Ela citou marcas como a PatBO, única brasileira a desfilar na Semana de Moda de Nova York como convidada, destacando a riqueza de detalhes como diferencial.
“A gente tem marcas muito icônicas aí, como a Farm, que carrega todos os ícones brasileiros do soft power brasileiro, a alegria, a natureza, a nossa fauna, a nossa flora, sempre muito presente nas roupas de uma forma elegante e que ganha o gosto do consumidor internacional. E a gente ainda tem a nossa moda praia, com um design super reconhecido internacionalmente”, concluiu.
Fonte: Times Brasil