A Marabraz entrou com um pedido de recuperação judicial após enfrentar uma crise de liquidez que reduziu o acesso da rede a recursos para financiar o capital de giro. O processo reúne cinco empresas ligadas à operação e aponta um passivo de R$ 140,2 milhões.
No documento, o grupo relaciona a situação financeira atual a disputas familiares e societárias que mudaram uma estrutura usada durante anos para garantir operações de crédito. A Marabraz afirma que continua funcionando normalmente, com as lojas abertas.
Disputas familiares
Durante os últimos anos, imóveis comerciais, centros de distribuição e outros ativos da família controladora ajudavam a sustentar operações de crédito da Marabraz. Com isso, uma holding patrimonial mantinha esses bens, sendo oferecidos como garantia aos bancos, de acordo com o documento da empresa. Entretanto, as disputas familiares e societárias romperam esse modelo utilizado.
Dessa forma, segundo o grupo, instituições financeiras passaram a pedir novas garantias, diminuir limites, aumentar o preço pelas operações e, em alguns casos, interromper a renovação de linhas de crédito. A mudança atingiu principalmente o financiamento do capital de giro, necessário para manter a operação do negócio.
Pressão sobre o caixa
Ainda de acordo com a empresa, a Marabraz afirma à Justiça que enfrenta uma crise financeira e de liquidez, mas sustenta que a atividade varejista continua estável. Apesar disso, com menos acesso a crédito e custos financeiros maiores, o grupo encontrou dificuldades para organizar seus compromissos.
Esse cenário levou a empresa a recorrer à recuperação judicial para tentar reorganizar as dívidas e manter as atividades. O pedido chegou à 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo no sábado (15), de acordo com apuração da Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Cinco empresas envolvidas
O processo envolvendo a Marabraz inclui Comercial de Móveis Jordanésia, S.V.C. Jaraguá Comercial, Comercial Móveis das Nações, Comercial Zena Móveis e Monta Móveis Prestadora de Serviços. Segundo a petição, essas sociedades possuem controle comum e compartilham, em grande parte, os mesmos sócios.
O documento também cita mais de mil reclamações trabalhistas que envolvem mais de uma empresa do grupo para justificar o pedido conjunto. O passivo informado à Justiça soma R$ 140,2 milhões e a Marabraz também solicitou à Justiça medidas para evitar bloqueios de recursos e cobranças que prejudiquem a operação.
Fonte: Times Brasil