A Mantiqueira vai investir R$ 565 milhões na ampliação e modernização de suas operações no Brasil. O plano contempla unidades em cinco Estados e a construção de uma nova planta em Minas Gerais, com o objetivo de elevar em 50% a capacidade de produção e comercialização de ovos até 2028.
Com os aportes, a empresa pretende passar dos atuais 4 bilhões para 6 bilhões de ovos. Os recursos serão distribuídos entre projetos em Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Goiás.
A maior parte dos investimentos no Estado será destinada a uma nova unidade em São Sebastião do Rio Verde, no sul de Minas Gerais. O projeto receberá R$ 190 milhões e terá capacidade para alojar 3 milhões de aves.
De acordo com o Globo Rural, outros R$ 15 milhões serão aplicados até junho de 2027 na unidade de Pouso Alto. A expansão permitirá acrescentar 700 mil aves ao sistema convencional de produção.
Em Lorena (SP), a Mantiqueira prevê investir R$ 200 milhões na ampliação da operação voltada à criação de galinhas livres de gaiolas. A primeira etapa prevê espaço para mais 500 mil aves, enquanto a capacidade da unidade poderá alcançar 3 milhões de aves até 2029.
O projeto paulista responde por cerca de 35% do total de recursos anunciados pela companhia.
Paraná, Santa Catarina e Goiás somam R$ 160 milhões
Outros R$ 160 milhões serão distribuídos entre três operações. Em Céu Azul (PR), serão destinados R$ 60 milhões à modernização da estrutura de classificação de ovos.
A unidade de São João do Itaperiú (SC) receberá R$ 50 milhões para modernização e implantação de uma nova fábrica de ração. Em Formosa (GO), outros R$ 50 milhões serão aplicados em melhorias e expansão da operação.
Capacidade adicional será dividida entre diferentes categorias
Dos 2 bilhões de ovos que serão acrescentados à capacidade anual, a Mantiqueira projeta destinar metade a categorias de maior valor agregado, incluindo ovos de galinhas livres de gaiolas, orgânicos e produtos com maior teor de proteína. A outra metade ficará concentrada em ovos convencionais e produtos destinados a clientes como indústrias de alimentos, restaurantes e panificadoras.
Embora os investimentos tenham como principal destino o abastecimento do mercado brasileiro, a companhia estima direcionar cerca de 20% da nova capacidade para exportações.
Fonte: Times Brasil