A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realiza nesta quarta-feira (7) dois leilões para áreas de exploração de petróleo e gás. As rodadas começam às 9h e às 14h, com blocos localizados em diferentes bacias brasileiras.
Embora a Margem Equatorial concentre grande atenção do setor, nenhuma área dessa região entra nas disputas desta quarta. Os resultados devem ajudar a medir o interesse das empresas por outras áreas de exploração no país.
Primeiro leilão
De acordo com a Petronotícias, a primeira rodada começa às 9h (horário de Brasília), com o 4º Ciclo da Oferta Permanente no regime de partilha de produção. Nesse modelo, vence a empresa ou o consórcio que oferecer o maior percentual do excedente em óleo destinado à União.
A disputa reúne 13 blocos offshore. Cinco ficam na Bacia de Campos, como Magnetita, Turmalina, Hematita, Larimar e Azurita. Os outros oito estão na Bacia de Santos.

Segunda rodada
A partir das 14h, a ANP realiza o 6º Ciclo da Oferta Permanente no regime de concessão. A rodada inclui 22 setores de blocos exploratórios e dois setores com áreas de acumulações marginais. As áreas ficam nas bacias Potiguar, Tucano Sul, Tacutu, Recôncavo, Parnaíba, Campos, Santos, Espírito Santo e Ceará.
Blocos fora do leilão
Antes da realização do leilão desta quarta-feira, no início da semana, a diretoria da ANP decidiu retirar cinco blocos da Bacia do Parnaíba. A agência identificou um erro material na aplicação dos recortes definidos pelos critérios socioambientais.
Os blocos PN-T-32, PN-T-33, PN-T-114, PN-T-137 e PN-T-150 podem voltar ao portfólio em uma nova rodada, de acordo com a ANP.
Movimentação bilionária
No último ciclo de concessão, realizado em 2025, empresas arremataram 34 blocos. Os bônus chegaram a R$ 989,2 milhões, enquanto o investimento mínimo previsto na fase de exploração alcançou R$ 1,4 bilhão.
Já a última rodada da ANP terminou com cinco blocos arrematados nas bacias de Santos e Campos. As ofertas de bônus somaram R$ 103,7 milhões, com previsão de R$ 451,4 milhões em investimentos na exploração.
Fonte: Times Brasil