A série iPhone 17 ultrapassou a marca estimada de US$ 170 bilhões (R$ 926,5 bilhões) em receita de atacado durante o primeiro ano de lançamento, segundo levantamento da Counterpoint Research divulgado em setembro de 2026. O resultado representa alta de 11% em relação à geração iPhone 16 e ocorreu em um momento de retração do mercado global de smartphones.
O desempenho foi sustentado principalmente pelo iPhone 17 básico, que registrou receita 1,3 vez maior que a do modelo anterior e liderou as vendas globais de smartphones em unidades no primeiro e no segundo trimestre de 2026. A China também teve papel relevante, com crescimento de 35% na receita de atacado da série no país.
O iPhone 17 convencional foi um dos principais responsáveis pelo avanço da receita da nova geração. Segundo a Counterpoint, o modelo gerou 1,3 vez mais receita que o iPhone 16 no mesmo período de comparação, segundo o The Times of India.
O aparelho também alcançou a liderança global em vendas de unidades nos dois primeiros trimestres de 2026. O resultado indica uma mudança importante na estratégia comercial da Apple, que ampliou os recursos disponíveis no modelo de entrada da linha.
Entre as atualizações estão a tela com ProMotion de até 120 Hz, armazenamento inicial de 256 GB e câmera ultra-angular de 48 MP. Com essas características, a diferença de recursos entre o modelo convencional e as versões Pro ficou menor.
Ao mesmo tempo, os modelos mais sofisticados continuaram contribuindo para o desempenho da geração. O iPhone 17 Pro e o iPhone 17 Pro Max apareceram logo atrás do modelo básico no ranking global de vendas em unidades no segundo trimestre.
China impulsiona receita
A China foi o mercado que apresentou o maior crescimento de receita para a série iPhone 17, de acordo com a Counterpoint. O avanço foi de 35% em relação à geração anterior.
O país respondeu por quase 24% da receita global de atacado da série. Considerando como referência o valor mínimo de US$ 170 bilhões, essa participação equivaleria a aproximadamente US$ 40,8 bilhões (R$ 222,36 bilhões).
O desempenho chama atenção porque a Apple enfrenta forte concorrência de fabricantes chinesas no segmento premium, como Huawei, Xiaomi, OPPO e vivo. Mesmo nesse cenário, a nova geração conseguiu ampliar a receita no mercado.
Mercado de smartphones está em retração
O resultado da Apple ocorreu enquanto o setor global de smartphones enfrentava uma queda nas remessas. Segundo os dados citados pela Counterpoint, os embarques mundiais recuaram 11% no segundo trimestre de 2026 na comparação anual.
A redução ocorreu em meio ao aumento dos custos de componentes, especialmente de memória. Apesar da menor quantidade de aparelhos vendidos, a receita global do setor avançou 7% no período, acompanhada por uma elevação do preço médio dos smartphones.
Esse cenário favoreceu os aparelhos de maior valor. A participação dos smartphones premium chegou a 29% das vendas globais em unidades no primeiro semestre de 2026, segundo a empresa de pesquisa.
iPhone ganha força com preço relativamente estável
A alta nos custos de memória também alterou a relação de preços entre os smartphones. A Counterpoint aponta que os preços da memória para aparelhos aumentaram cerca de 300% em relação ao ano anterior no segundo trimestre de 2026.
O impacto foi maior entre fabricantes de aparelhos mais baratos, que tiveram menos espaço para absorver o aumento dos componentes. Com isso, alguns concorrentes elevaram preços ou ajustaram especificações.
Nesse ambiente, a Apple conseguiu manter o preço do iPhone 17 relativamente estável e reforçou estratégias como programas de troca, parcelamentos e promoções. O movimento ajudou a tornar o aparelho mais competitivo em relação a modelos premium de outras fabricantes.
Receita não representa faturamento divulgado pela Apple
Apesar do valor expressivo, os mais de US$ 170 bilhões (R$ 926,5 bilhões) não correspondem à receita líquida de iPhones registrada pela Apple em seus balanços.
A cifra apresentada pela Counterpoint é uma estimativa de receita de atacado associada à geração do iPhone 17. Já os números divulgados pela Apple seguem critérios contábeis próprios e abrangem os períodos definidos em seus relatórios financeiros.
Por isso, os dois valores não devem ser comparados diretamente. A estimativa da Counterpoint também possui limitações na composição da série analisada.
O gráfico utilizado pela empresa de pesquisa exclui o iPhone Air. Além disso, o iPhone 17e ainda não havia completado 12 meses de vendas, segundo a própria análise.
Quanto a Apple avançou em relação ao iPhone 16
A Counterpoint estima que a receita da série iPhone 17 ficou 11% acima da geração anterior. Considerando US$ 170 bilhões (R$ 926,5 bilhões) como valor mínimo para a nova geração, a diferença corresponderia a aproximadamente US$ 16,85 bilhões (R$ 91,83 bilhões).
Como a receita estimada foi superior a US$ 170 bilhões, o ganho efetivo em relação ao iPhone 16 também é maior que esse valor de referência.
O resultado mostra que a Apple conseguiu ampliar o valor gerado pela nova geração mesmo com um mercado global de smartphones menor em unidades.
Próxima geração parte de uma base mais alta
O desempenho do iPhone 17 estabelece um novo patamar para a próxima geração de aparelhos da Apple. O resultado foi sustentado pela combinação entre maior procura pelo modelo básico, desempenho dos aparelhos Pro e avanço da receita na China.
A estratégia também ocorreu em um cenário de aumento dos custos de componentes e de maior concentração do mercado em smartphones premium.
Com a próxima geração de iPhones entrando no radar do mercado, a evolução dos preços, dos recursos e da demanda será determinante para saber se a Apple conseguirá repetir o desempenho registrado pelo iPhone 17.
Fonte: Times Brasil