Inspirada no Lajedo do Pai Mateus – formação rochosa no Cariri paraibano de mais de 570 milhões anos -, a poltrona Baixa o facho, feita de aço e algodão orgânico colorido naturalmente, é resultado de uma parceria do Grupo Officina com o designer brasiliense de Ceilândia Marcelo Bilac. A poltrona é um dos produtos exclusivos, que tem ainda uma linha de painéis inspirada nos cobogós arquitetônicos com ícones da cultura nordestina, como os florais e bandeirinhas de festa junina.
Na região metropolitana de João Pessoa, a fábrica de móveis sob medida Essanto, do Grupo Officina, já produziu mais de 400 mil peças, sendo mais de 140 mil m² em planejados só no último ano. A empresa distribui para mais de 30 lojistas em todo Nordeste e teve um crescimento anual de 35%, graças aos investimentos em máquinas e softwares de automação.
A Jornada Nacional de Inovação da Indústria, evento itinerante da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), está percorrendo todo o país para traçar desafios, propostas e inovações de cada estado.
No dia 25 de novembro, em Salvador, acontece o terceiro encontro regional da Jornada, do Nordeste, que vai reunir os estados da região. Para cada unidade da federação, a Agência de Notícias da Indústria está publicando uma matéria para contar um pouco mais sobre o ecossistema industrial e de inovação. Já trouxemos um panorama sobre RS, SC, PR, GO, DF, MS, MT, MA, PI e RN. Agora é a vez da Paraíba.
Cana-de-açúcar é passado e futuro do estado
Neste ano, a Paraíba se consolidou como o 3º maior produtor de cana-de-açúcar e açúcar do Nordeste e o 2º maior produtor de etanol da região. Entre os avanços tecnológicos do setor no estado estão o uso de drones para aplicações localizadas de combate a pragas e a mecanização da colheita.
Além disso, novas rotas tecnológicas com uso do etanol estão sendo estudadas como o Combustível de Aviação Sustentável (SAF), o hidrogênio verde e o bioplástico – que possui as mesmas propriedades do polietileno convencional, produzido a partir do petróleo, mas feito de cana-de-açúcar. Tais avanços, que podem criar diferenciais competitivos para o país na economia de baixo carbono, se devem à Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), que criou os Créditos de Descarbonização (CBIOs) para beneficiar quem produz e distribui biocombustíveis.
Olhando para trás, a cana também impulsionou a indústria de máquinas e equipamentos na região. A Laboremus tem suas origens na década de 1920, quando o empresário José Luiz de Sousa abriu uma oficina mecânica em Campina Grande para dar assistência aos engenhos de cana da região. Por volta de 1950, a empresa já comprovava seu pioneirismo com a invenção do fatiador de palma e a máquina conjugada para corte da palma e capim.
A partir da década de 1980, são firmadas parcerias e a companhia amplia seu portfólio para atender as atividades de caprinocultura e a ovinocultura, além de lançar uma linha eco, voltada para o meio ambiente, como trituradores de resíduos orgânicos (coco, galhos etc.). Hoje a empresa, que conta com 22 produtos, atende as regiões Norte e Sudeste, além do semiárido brasileiro, e busca a internacionalização.
Fonte: Notícias Portal da Indústria