Um ranking dos 250 maiores imigrantes vivos nos Estados Unidos mostra que o setor de tecnologia concentra a maior parte dos nomes da lista. Segundo dados organizados pela Jumpstart, tecnologia e internet respondem isoladamente por 27,2% dos perfis, percentual que supera 40% quando o recorte inclui semicondutores, hardware e inteligência artificial.
A lista reúne nomes como Elon Musk, Jensen Huang, Sergey Brin, Satya Nadella e Sundar Pichai, hoje à frente de empresas como Tesla, SpaceX, Nvidia, Google e Microsoft. O resultado reforça a presença de imigrantes no comando das principais big techs do país, à medida que os Estados Unidos se aproximam do aniversário de 250 anos.
Imigrantes também lideram ciência e capital de risco
Além da tecnologia, o ranking destaca outras frentes de atuação entre os imigrantes mapeados. Ciência e academia somam 10,8% da lista, enquanto saúde e biotecnologia representam 8%, juntas próximas de 20% do total, com peso de pesquisadores e empreendedores ligados a áreas como vacinas de mRNA, engenharia genética e inteligência artificial aplicada.
O levantamento ainda cita nomes do capital de risco e da infraestrutura financeira, como George Soros, Peter Thiel e Vinod Khosla, além de representantes da economia digital mais recente, como Vlad Tenev, da Robinhood, e Tony Xu, da DoorDash. Em outras frentes, aparecem Indra Nooyi, ligada à PepsiCo, e Patrick Soon-Shiong, com atuação em biotecnologia e mídia.
| Setor | Participação na lista |
|---|---|
| Tecnologia e internet | 27,2% |
| Tecnologia, semicondutores, hardware e IA (total) | Mais de 40% |
| Ciência e academia | 10,8% |
| Saúde e biotecnologia | 8% |
Vistos de alta qualificação atraem imigrantes para os EUA
Para Fabiano Rocha, CEO e fundador de uma plataforma especializada em assistência imigratória, a estrutura legal de vistos de alta qualificação ajuda a sustentar esse ecossistema. “O que essa lista mostra é que os Estados Unidos não apenas atraem talento, eles o transformam em vantagem competitiva sistêmica.
Vistos como o O-1A e o O-1B funcionam como mecanismos de reconhecimento de habilidades extraordinárias, em ciência, negócios, tecnologia e artes, e ajudam a acelerar a permanência de perfis que já estão acima da média global de produtividade e impacto”, afirma.
Segundo Rocha, o O-1A é direcionado a profissionais com habilidades extraordinárias em ciência, educação, negócios e esportes, enquanto o O-1B atende talentos das artes e da indústria criativa. Apesar de representarem uma fração pequena do sistema migratório americano, esses vistos costumam estar associados a trajetórias de impacto em inovação e empreendedorismo.
O retrato geral do ranking aponta para um país cuja liderança econômica e tecnológica depende, em parte relevante, da capacidade de atrair, reter e desenvolver talentos vindos de fora do território americano.
Fonte: Times Brasil