O braço de farmácia do iFood chegou a R$ 3,4 bilhões em GMV acumulado nos últimos doze meses até o primeiro trimestre de 2026, segundo relatório do banco Citi divulgado nesta sexta-feira (3).
🔍 GMV : sigla para “gross merchandise value”, métrica que soma o valor total transacionado em uma plataforma, sem descontar comissões ou custos.
Desta forma, a vertical de farmácia do aplicativo somou cerca de R$ 1,5 bilhão em vendas incrementais no período de doze meses analisado pelo banco. O valor equivale a 30% do incremento de GMV registrado pela Raia Drogasil no mesmo intervalo.
Além disso, o número fica próximo da soma do avanço de Pague Menos e Panvel juntas, de acordo com os dados citados pelo Citi.

Farmácia digital ganha espaço entre super apps
A penetração do iFood nas vendas digitais totais da Raia Drogasil segue pequena, segundo o levantamento.
Ainda assim, o Citi identificou perda de participação da Pague Menos para os super apps dentro do próprio canal digital da rede.
Para o banco, o movimento reforça a proposta do iFood mesmo entre players de maior porte no varejo farmacêutico.
Redes menores recorrem aos aplicativos
Segundo o Citi, redes de menor porte tendem a carecer de estrutura própria para operar plataformas digitais autônomas. Por isso, aplicativos como o iFood funcionam como via de acesso ao comércio eletrônico de farmácia para essas empresas.
O banco cita o cenário de maior competição no setor farmacêutico brasileiro, com o comércio eletrônico ganhando espaço sobre o modelo tradicional de loja física.
Citi aponta riscos à frente no setor de farmácia
Por fim, o relatório do Citi lista dois riscos para o segmento. O primeiro é a diluição de margem das farmácias com o avanço das vendas via aplicativo. O segundo é o acirramento da concorrência entre os players do setor.
O documento foi publicado após a divulgação de resultados da Prosus, controladora do iFood, e integra a série semanal Citi Friday Charts, do banco.
Fonte: Times Brasil