Nesta semana, uma campanha de fim de ano da Havaianas virou alvo de críticas. Tudo começou devido à interpretação equivocada da fala “Não quero que você comece 2026 com o pé direito”, dita pela atriz Fernanda Torres em comercial.
A empresa afirmou que a frase foi dita com a intenção de incentivar o público a iniciar 2026 “com os dois pés”, uma mensagem voltada à ação e protagonismo, segundo a proposta criativa.
Entretanto, para algumas pessoas associadas à ala da direita política, a frase foi recebida como um ataque a valores conservadores.
Logo, de um lado algumas pessoas chamavam os chinelos da Havaianas de “sandália woke”. Já do outro lado, marcas como Ipanema e Tropical Brasil aproveitaram a deixa para se promoverem.
Ipanema e Tropical Brasil surfam na onda da Havaianas
No caso da Ipanema, a postagem teve um tom mais sutil, sem menções explícitas a “lados políticos”. Ainda assim, a mensagem foi bem recebida pelo público de direita.
Diante da repercussão, a equipe de marketing da marca decidiu transformar o engajamento nas redes sociais em um comercial simples. Como resultado, a conta da marca no Instagram viu os seguidores aumentarem de 500 mil para mais de 1 milhão.
Já a Tropical Brasil optou uma abordagem mais direta, com uma referência explícita à campanha da Havaianas. Na publicação, a marca usou a legenda: “Com o pé direito? Sim. Mas do seu jeito, no seu ritmo, sem regra”, em um post no Instagram divulgado na segunda-feira (22).
A estratégia foi bem recebida pelo público de direita. Entre eles, o ator Carlos Alberto, que se ofereceu para fazer propaganda de graça para a marca. Diante da repercussão, a Tropical Brasil também flexibilizou sua estratégia de conteúdo e, excepcionalmente, aumentou o volume de publicações, passando de dois para três posts em um intervalo de 24 horas.
Enquanto isso, as ações da Alpargatas, dona da Havaianas, viram uma queda de 3% no seu valor de mercado em menos de 24h depois do início das polêmicas. A interpretação desse movimento é que investidores estão cautelosos diante da polêmica.
Fonte: Times Brasil