A operadora de planos de saúde Hapvida deu início a um processo de revisão comercial que abrange cerca de 947 mil beneficiários de contratos coletivos. A medida é motivada pela constatação de defasagem nos preços cobrados atualmente e deve se estender ao longo dos próximos doze meses.
Entre as alternativas em análise estão o reajuste das mensalidades, a alteração das modalidades de cobertura, a inclusão ou modificação de taxas de coparticipação e até mesmo o encerramento do vínculo com determinados grupos de clientes.
Escopo dos ajustes e condições comerciais
A readequação das condições contratuais não seguirá um modelo único ou percentual fixo para toda a carteira. A empresa informou que os termos das negociações dependerão de fatores individuais de cada contrato, como a localização geográfica dos inscritos, o histórico de uso dos serviços e as regras originalmente acordadas.
Em razão dessa flexibilidade, o impacto financeiro para as empresas contratantes poderá variar. Em alguns casos, a negociação envolverá reajustes nos valores mensais; em outros, a reestruturação pode ocorrer mediante a alteração do plano para outro perfil de atendimento ou pela inserção de coparticipação nos procedimentos, sem que haja necessariamente a rescisão contratual.
Questionamento do relações com o mercado e posição da CVM
A repercussão das medidas levou a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a solicitar explicações sobre os percentuais previstos para o reajuste. O órgão regulador apontou a necessidade de termos mais precisos para evitar distorções nas expectativas de investidores e analistas.
Em resposta, a Hapvida esclareceu que declarações prestadas durante a apresentação de resultados do segundo trimestre relativas a “duplo dígito forte” faziam menção a renegociações passadas.
A companhia argumentou que, em ocasiões anteriores, reajustes expressivos foram implementados sem provocar cancelamentos em massa ou queda substancial no faturamento, e que os números definitivos para a revisão atual dependem do andamento das negociações individuais com os clientes.
Fonte: Times Brasil