A recuperação judicial do Grupo Gennius atinge uma grande estrutura formada por diferentes empresas e marcas do setor de alimentação. O processo reúne não apenas restaurantes, como o Habib’s, mas também holdings, franqueadoras e companhias ligadas à operação do grupo.
Nos documentos apresentados à Justiça, a empresa detalha como essa estrutura se divide e quais fatores contribuíram para o aumento da pressão financeira nos últimos anos.
Recuperação judicial
Entre as operações do grupo, o processo alcança 151 restaurantes. Com isso, a divisão informada na petição do grupo fica da seguinte forma:
- 119 unidades do Habib’s;
- 26 lojas do Ragazzo;
- 6 churrascarias Tendal.
Além das unidades dos restaurantes informados, o pedido de recuperação judicial reúne outras empresas ligadas ao funcionamento do Grupo Gennius.
178 pessoas jurídicas
A recuperação judicial inclui 178 pessoas jurídicas, além dos produtores rurais Alberto e Belchior Saraiva. Segundo o grupo, todas essas empresas mantêm relações operacionais e financeiras entre si.
Por isso, o Grupo Gennius pediu à Justiça que o processo trate as sociedades de forma conjunta. Vale relembrar que a recuperação judicial envolve a participação direta da justiça nas escolhas e negociações do grupo.
Processo milionário
Apesar da referência a uma dívida bancária acima de R$ 300 milhões, o valor atribuído à recuperação judicial soma R$ 265,2 milhões. Desse total, o grupo informa:
- R$ 22,3 milhões na Classe I;
- R$ 241,7 milhões na Classe III;
- R$ 1,1 milhão na Classe IV.
O documento também cita uma dívida bancária acima de R$ 300 milhões. No entanto, nesse trecho, o grupo não detalha por que esse valor supera os R$ 265,2 milhões incluídos no processo de recuperação judicial.
Negociações anteriores
Antes da recuperação judicial, o grupo tentou ganhar tempo para negociar com os credores por meio de uma tutela cautelar. A Justiça concedeu inicialmente 60 dias de proteção patrimonial. Ainda assim, segundo a empresa, o período não bastou para fechar um acordo mais amplo.
A controladora do Habib’s afirma ainda que enfrentou bloqueios de contas, cobranças e dificuldades com fornecedores. Com a piora do caixa, decidiu buscar a recuperação judicial para reorganizar as dívidas e manter as operações.
Fonte: Times Brasil