O preço médio do etanol hidratado caiu na última semana em 22 Estados e no Distrito Federal, enquanto houve alta em dois Estados. Em Roraima, o valor permaneceu estável. O Amapá não teve preços registrados no levantamento. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), compilados pelo AE-Taxas.
Considerando os postos pesquisados em todo o país, o litro do etanol passou de R$ 3,94 para R$ 3,91, uma redução de 0,76% em uma semana.
São Paulo, principal mercado produtor e consumidor do biocombustível e também o estado com maior número de postos pesquisados, registrou queda de 0,55%, para R$ 3,61 por litro.
A maior redução entre os estados ocorreu em Minas Gerais, onde o preço médio recuou 4,31%, para R$ 3,77.
Diferenças entre os Estados
O menor preço encontrado em um posto durante a semana foi de R$ 2,79 por litro, em São Paulo. Já a maior cotação individual chegou a R$ 6,60, no Acre.
Na comparação das médias estaduais, São Paulo apresentou o menor valor, de R$ 3,61 por litro. Roraima teve a maior média, de R$ 5,41.
Etanol ganha espaço na comparação com a gasolina
Entre 9 e 15 de agosto, o etanol apresentou vantagem econômica sobre a gasolina em dez Estados e no Distrito Federal, segundo a metodologia utilizada no levantamento.
Na média nacional, o preço do biocombustível correspondeu a 59,88% do valor da gasolina. Pela regra tradicional de comparação, o etanol é considerado mais vantajoso quando essa relação fica em até 70%.
As menores paridades foram registradas em Mato Grosso, com 55,06%, e em São Paulo, com 56,85%. No outro extremo, Santa Catarina apresentou 67,94%, enquanto o Acre ficou em 67,11%.
A relação também foi de 67,85% no Amazonas, 66,86% na Bahia, 64,19% no Distrito Federal, 64,21% em Goiás, 60,34% em Mato Grosso do Sul, 61% em Minas Gerais e 61,75% no Paraná.
A avaliação de competitividade pode variar conforme o veículo e as condições de uso. Por isso, representantes do setor consideram que o etanol ainda pode ser uma opção economicamente interessante mesmo quando a relação de preços supera 70%.
Fonte: Times Brasil