A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) definiu nesta quarta-feira (3) a Gerais Saneamento S.A., subsidiária da Equatorial, como investidora de referência finalista no processo de privatização da estatal mineira. A informação consta de fato relevante divulgado pela companhia.
A Equatorial ofereceu R$ 49,03 por ação na alocação prioritária. O valor corresponde a R$ 5,59 bilhões pela totalidade das ações dessa etapa. A empresa também manifestou interesse em uma alocação adicional de até 48 milhões de ações da oferta profissional, o que elevaria o investimento total máximo a R$ 7,95 bilhões.
Segundo a Copasa, não há potenciais investidores com o segundo maior investimento por ação.
Disputa teve nova rodada
A definição ocorre após semanas de disputa pelo papel de investidor de referência da Copasa. Na primeira rodada do processo, em 27 de maio, nenhuma das propostas apresentadas atingiu o preço mínimo estimado pelo governo de Minas Gerais, o que levou ao relançamento da operação com novas condições.
A Livorno Participações, veículo montado pelos sócios da Aegea para participar do processo, não apresentou nova oferta. O consórcio era formado por acionistas da Aegea, incluindo Itaúsa, Equipav e o fundo soberano de Cingapura GIC, além da própria operadora.
A Equatorial entrou na nova rodada sem a Sabesp, companhia paulista de saneamento da qual é controladora. A Sabesp havia se credenciado para participar, mas recuou ao afirmar que “existem relevantes oportunidades de crescimento no próprio estado de São Paulo”.
Próximas etapas
Com a definição da investidora de referência finalista, o processo avança para a etapa de mercado. O período de reserva para investidores não profissionais começa na sexta-feira (5), conforme o cronograma divulgado no prospecto preliminar da oferta.
A precificação está prevista para 10 de junho, e o início das negociações das ações na bolsa de valores deve ocorrer em 15 de junho.
O Estado de Minas Gerais deverá manter uma participação residual de 5% na Copasa, além de uma golden share com direitos de veto em decisões específicas.
Fonte: Times Brasil