Um dos objetivos globais mais urgentes é o enfrentamento as mudanças climáticas, onde a redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE) é crucial. E quando falamos no papel da descarbonização, elas não se referem apenas as diretas, como acontece em processos de fabricação, por exemplo. Existe todo um ecossistema envolvido, incluindo fornecedores de produtos e energia, transportadoras e clientes, que podem influenciar diretamente na diminuição da pegada de carbono de empresas e produtos.
É por isso que na Indovinya, buscamos reduzir conjuntamente emissões de escopo 1,2 e 3, metodologia criada pelo Greenhouse Gas Protocol (GHG Protocol). Enquanto o escopo 1 envolve as emissões diretas resultantes das atividades sob o controle da companhia, o escopo 2 diz respeito ao uso de energia que a empresa compra e usa. Já o escopo 3 se refere a outras emissões indiretas, de fontes fora do controle direto da empresa, mas que estão associadas a cadeia de valor da organização. Isso inclui bens e serviços adquiridos, viagens de negócios, deslocamentos, descarte de resíduos e consumo de água.
Fornecimento responsável
Neste contexto, a colaboração e parcerias estratégicas é o segundo passo essencial para avançar na agenda de descarbonização. A virada de chave na indústria passa por questões como a mensuração de fornecedores, um processo que necessita de extrema transparência, rastreabilidade e ética. Estimular boas práticas, impulsionar os melhores negócios e reconhecer quem faz a diferença é um exercício constante para ser adotado em todo o ecossistema em organização está inserida.
A escolha de parceiros que possam fornecer energia limpa para operações que demandam grande consumo é outro ponto estratégico neste cenário. Mais do que adquirir energia no mercado, nos tornamos autoprodutores de energia eólica, através de uma parceria estratégica, investindo em projetos que representam um avanço significativo na nossa jornada de descarbonização.
Essa iniciativa evita a emissão de aproximadamente 6 mil toneladas de CO2 por ano, atendendo 50% do consumo de duas grandes fábricas. O projeto, que ainda vai ser ampliado para suprir a totalidade do uso de eletricidade em nossas operações, trata-se de um excelente exemplo de como estreitar parcerias de impacto positivo, com fornecedores que compartilham os mesmos valores e visão de futuro — alinhado ao nosso programa de relacionamento com fornecedores, que fomenta a busca contínua por inovação, excelência e sustentabilidade.
Dentro das emissões indiretas, as indústrias também conseguem escolher parceiros de transporte que adotem trajetos mais otimizados e utilizem combustíveis não fósseis, caso ela terceirize esse tipo de serviços. O uso de carretas a gás, por exemplo, combinado com uma menor quantidade de viagens e de uma distância mais curta resulta em uma diminuição significativa da pegada de carbono de alguns produtos na indústria, mesmo que o consumidor não veja isso diretamente.
Além de investimentos contínuos em pesquisa & desenvolvimento (P&D) para viabilizar cada vez mais a utilização de matérias-primas renováveis e livres de substância prejudiciais ao meio-ambiente e a saúde, o caminho para da sustentabilidade na indústria passa diretamente pela redução de emissões de GEE. Por conta disso isso, sabendo que ainda temos um longo caminho pela frente, precisamos projetar o futuro e imaginar o que queremos para os próximos anos para essa virada de chave acontecer com grandes resultados.
Só com a criação de metas importantes – que precisam ser a todo momento mensuradas e reportadas –, junto com a implementação de iniciativas eficazes, vamos estabelecer de vez uma indústria mais sustentável nos mais variados segmentos. Deixar um legado positivo para o planeta e sociedade é um dos focos que as organizações precisam priorizar agora para ter ganhos maiores de verdade, que superem o mero lucro financeiro.
Fonte: Envolverde.