O plano estratégico que prevê investimentos de R$ 9,2 bilhões na ampliação e modernização de 11 aeroportos brasileiros será formalizado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quarta-feira (11), em cerimônia no Palácio do Planalto.
O projeto, vinculado ao Novo PAC, é sustentado por uma operação de crédito de RS 5,7 bilhões, sendo que o BNDES aportará R$ 4,64 bilhões para alavancar as melhorias estruturais sob responsabilidade da concessionária Aena.
A iniciativa inclui terminais em estados-chave como São Paulo, Mato Grosso do Sul, Pará e Minas Gerais, com o objetivo de fortalecer a conectividade e o desenvolvimento regional. A meta do Governo Federal é expandir o fluxo de passageiros no bloco, saltando dos atuais 29 milhões para mais de 40 milhões anuais, garantindo uma integração mais eficiente entre as capitais e as cidades do interior do país.
O Aeroporto de Congonhas (SP) concentra o maior volume dos recursos, com um projeto ambicioso que prevê a construção de um novo terminal de passageiros, aumentando a área atual de 40 mil m² para 105 mil m².
Além do ganho de espaço, o número de pontes de embarque subirá de 12 para 19, e a área comercial ultrapassará os 20 mil m², com entrega final prevista para junho de 2028.
O cronograma de obras já apresenta avanços expressivos em diversos estados: no Mato Grosso do Sul, o aeroporto de Ponta Porã atingiu 79,61% de execução; no Pará, o terminal de Altamira chegou a 70,48%; enquanto em Minas Gerais, Uberlândia superou os 63%.
Enquanto os aeroportos regionais devem ser concluídos até junho de 2026, as intervenções em Congonhas registram 29,60% de execução total, focadas na preparação estrutural.
Além do impacto na infraestrutura, o plano prevê a geração de 2,8 mil empregos diretos e indiretos durante a fase de implantação.
O financiamento foi modelado pelo BNDES como um project finance non recourse, que permite o pagamento por meio das receitas do próprio projeto e oferece à Aena a possibilidade de refinanciar a dívida com taxas reduzidas (repricing) após a conclusão das obras, garantindo maior fôlego financeiro e segurança aos investidores.
Fonte: Times Brasil