A China estabeleceu como meta se tornar uma das principais potências da indústria automobilística mundial até 2030, apostando principalmente na expansão dos veículos elétricos e híbridos. O objetivo faz parte de um plano quinquenal divulgado por órgãos governamentais de Pequim.
Pelas projeções, elétricos e híbridos deverão representar 70% das vendas de novos carros de passeio no mercado chinês até 2030. No segmento de veículos comerciais, a expectativa é que os modelos elétricos correspondam a 40% das vendas. O governo também prevê que veículos equipados com sistemas de direção autônoma alcancem adoção em larga escala.
Além de ampliar a presença dos veículos de nova energia, Pequim pretende colocar mais fabricantes chinesas entre as dez maiores montadoras do mundo em volume de vendas e acelerar o desenvolvimento de tecnologias consideradas estratégicas para o setor.
O plano estabelece ainda metas de eficiência. Para os carros de passeio, a China pretende alcançar um consumo médio de combustível de 3,3 litros por 100 quilômetros. Nos veículos elétricos, a meta é reduzir o consumo médio de energia para aproximadamente 11,5 kWh por 100 quilômetros.
A estratégia ocorre após anos de forte expansão dos veículos elétricos e híbridos no mercado chinês. Em agosto, esses modelos responderam por um recorde de 65,2% das vendas no varejo de carros de passeio, segundo dados da Associação Chinesa de Carros de Passeio.
Apesar do avanço da eletrificação, o mercado doméstico passou a enfrentar dificuldades. A redução dos subsídios promovidos pelo governo e um consumo mais fraco dos consumidores afetaram a demanda desde o fim do ano passado. Nos primeiros oito meses do ano, as vendas no varejo de veículos de passeio recuaram 21% na comparação anual, para 11,72 milhões de unidades, de acordo com a CPCA.
No mercado internacional, algumas fabricantes chinesas já conquistaram posições relevantes. Montadoras como SAIC e Geely Automobile estão entre as dez maiores montadoras globais em vendas, mas grande parte das empresas chinesas ainda permanece atrás de concorrentes como Toyota, Volkswagen Group e Hyundai.
Com a demanda interna mais fraca, as montadoras chinesas vêm ampliando sua presença no exterior. A expectativa é que essa expansão ajude a sustentar o crescimento do setor e aumente a participação da China nas vendas globais de veículos elétricos e híbridos nos próximos anos.
Fonte: Times Brasil