A C&A resolveu dar um novo passo no Brasil, de olho no mercado fitness. A varejista inaugurou a primeira loja da ACE, sua marca esportiva, marcando a abertura da primeira unidade própria no país que não leva o nome da rede.
A estratégia é ocupar o chamado mercado athleisure, que mistura roupas esportivas e casuais. A nova marca vai atuar também no e-commerce, com site próprio. A primeira loja física foi inaugurada em junho, no Shopping Ibirapuera, em São Paulo — exatamente no mesmo local onde a rede abriu sua primeira loja no Brasil, há 50 anos.
Ao contrário da marca principal, que se posiciona dentro do mercado popular, a ACE deve apostar em um público mais premium, aproveitando o crescimento do mercado que busca praticidade na hora de se vestir, sem abrir mão de designs exclusivos. A ascensão de tecidos tecnológicos, como o modal, representa bem essa mudança de consumo.
“Existe uma mudança evidente no comportamento do consumidor. Hoje, o segmento esportivo já representa cerca de R$ 30 bilhões em vendas no mercado de vestuário brasileiro e reflete uma rotina cada vez mais integrada, em que trabalho, bem-estar e lazer deixam de acontecer em blocos separados. Ainda assim, a moda muitas vezes não acompanha esse ritmo e exige adaptações ao longo do dia. Entramos nesse mercado com peças pensadas para acompanhar o ritmo do dia, do primeiro ao último compromisso”, afirma Filipe Albuquerque, executivo responsável pelo lançamento de ACE no Brasil.
O projeto arquitetônico da loja também foi pensado para ser exclusivo. Assinado por Marcelo Rosenbaum, o espaço foi desenhado como uma extensão da própria marca, usando linhas limpas e orgânicas, iluminação intencional e uma atmosfera que transita entre o universo do wellness e da moda contemporânea.
A empresa não revela a meta exata de expansão, mas novas unidades devem ser inauguradas ainda neste ano. O investimento na nova frente de negócios acontece em um momento positivo para a C&A. A multinacional francesa voltou a crescer em vendas, margem e lucro no Brasil. No primeiro trimestre, o lucro líquido subiu de R$ 7,1 milhões para R$ 12,6 milhões na comparação com o 1T25.
Fonte: Times Brasil