A Azul informou, nesta quinta-feira (21), que vai conseguir entregar todos os bônus de subscrição prometidos a investidores e credores ligados ao seu processo de recuperação judicial nos Estados Unidos, mesmo após um problema com a venda indevida de direitos de preferência no mercado.
Na prática, alguns investidores que não deveriam participar da operação acabaram comprando e exercendo esses direitos. Isso reduziu a quantidade de bônus disponíveis para parceiros estratégicos da companhia, como a American Airlines, a United Airlines e credores da empresa.
Para resolver a situação, a Azul decidiu emitir bônus adicionais, garantindo que todos os investidores previstos originalmente recebam os papéis prometidos. Os bônus serão negociados na bolsa brasileira a partir de 27 de maio de 2026. Ao todo, foram emitidos mais de 6,9 trilhões de bônus divididos em três séries.
Por causa do grupamento de ações realizado pela companhia neste ano, será necessário juntar 150 mil bônus para ter direito à compra de uma ação da Azul. A bolsa brasileira determinou que a negociação ocorra em “cestas” com esse volume de bônus para facilitar a formação de preço.
Além disso, o conselho da empresa aprovou a emissão de até 6,9 milhões de bônus extras, equivalentes a cerca de 1,89% do capital social da companhia. Esses novos bônus terão prazo de exercício de um ano.
Fonte: Times Brasil