A farmacêutica britânica AstraZeneca registrou lucro líquido de US$ 2,5 bilhões no segundo trimestre de 2026, alta de mais de 2% em relação ao mesmo período do ano passado. A receita do grupo cresceu 6%, alcançando US$ 15,4 bilhões entre abril e junho.
Segundo a empresa, o desempenho foi impulsionado pela forte demanda por medicamentos para o tratamento do câncer e de doenças raras. A AstraZeneca reafirmou suas projeções para o ano após divulgar resultados acima das expectativas dos analistas.
O diretor-presidente, Pascal Soriot, afirmou que a companhia está “no caminho certo” para alcançar a meta de US$ 80 bilhões em receita total até 2030, apesar do fracasso de um estudo clínico em estágio avançado anunciado no início de julho.
Revés com medicamento cardíaco
As ações da empresa haviam recuado no começo de julho depois que o novo medicamento para doenças cardíacas Wainua não atingiu os objetivos estabelecidos nos testes, em um raro revés para a farmacêutica.
Em conferência com a imprensa nesta segunda-feira, Soriot afirmou que investidores se acostumaram com o elevado índice de sucesso da empresa, mas ressaltou que falhas ocasionais fazem parte do processo de desenvolvimento de medicamentos.
“De modo geral, estamos fazendo um bom progresso, com uma taxa de sucesso muito alta em todo o nosso portfólio”, acrescentou o executivo.
Ações reagem e empresa investe em tratamento para obesidade
As ações da AstraZeneca avançavam quase 2% nas negociações do meio-dia no índice FTSE 100, da Bolsa de Londres, que também operava em alta.
Para Russ Mould, diretor de investimentos da AJ Bell, a manutenção das projeções de vendas e lucros para o ano, além das atualizações consideradas tranquilizadoras sobre o pipeline de desenvolvimento de medicamentos, contribuíram para a valorização dos papéis.
Além de seus medicamentos de grande sucesso contra o câncer, a AstraZeneca vem investindo no desenvolvimento de um tratamento para perda de peso. Resultados divulgados no mês passado mostraram que um novo comprimido da empresa parece proporcionar redução de peso semelhante à obtida por outros medicamentos orais da classe GLP-1.
Caso os resultados sejam confirmados por novas pesquisas, o medicamento poderá marcar a entrada da AstraZeneca no mercado de tratamentos para perda de peso, atualmente dominado pela dinamarquesa Novo Nordisk e pela norte-americana Eli Lilly.
Fonte: Times Brasil