A Apple deve atingir um novo recorde de envios globais de celulares em 2025, impulsionada pela forte demanda pelo iPhone 17 e por uma recuperação relevante no mercado chinês. A projeção é da consultoria de dados IDC, que estima 247,4 milhões de unidades vendidas no ano — alta de pouco mais de 6% em relação a 2024.
Se confirmada, a marca superará o desempenho de 2021, quando o lançamento do iPhone 13 levou a empresa a vender cerca de 236 milhões de unidades.
Segundo Nabila Popal, diretora de pesquisa da IDC, a previsão reflete “o sucesso expressivo da série iPhone 17”, que colocou a Apple novamente em posição de destaque em mercados estratégicos. Na China, a consultoria observa um salto de demanda que contrasta com o cenário competitivo dos últimos anos, dominado por fabricantes locais como a Huawei.
A IDC projeta que os envios da Apple no mercado chinês avancem 17% no quarto trimestre deste ano. Com isso, a empresa deve encerrar 2025 com crescimento de 3% na região — movimento que reverte uma estimativa anterior de retração de 1%.
Para o setor, “envios” são o volume de aparelhos despachados pela fabricante para canais de venda, como varejistas, operadoras e plataformas de e-commerce. O número não representa vendas diretas ao consumidor, mas indica a expectativa de demanda ao longo do ciclo comercial.
Quando o iPhone 17 foi lançado, em setembro, analistas interpretaram o produto como uma peça central na estratégia da Apple para enfrentar a concorrência na China e responder às dúvidas sobre seus planos de inteligência artificial, área em que marcas com Android avançaram rapidamente.
A previsão da IDC vem na esteira de um relatório da Counterpoint Research, que apontou que a Apple pode ultrapassar a Samsung em envios de smartphones em 2025 — algo que não ocorre há 14 anos.
No entanto, nem todas as projeções são de alta. A Apple pode adiar o lançamento do modelo básico do iPhone 18 para 2027, rompendo o ciclo tradicional de renovação anual da linha. Caso isso aconteça, a IDC avalia que os envios da companhia podem recuar 4,2% no ano.
Fonte: Times Brasil