A Apple elevou os preços de sua linha de Macs e iPads em até US$ 200 ou mais em alguns modelos, em resposta ao aumento expressivo nos custos de memória e armazenamento. Os reajustes ocorrem em um momento de forte pressão na cadeia global de semicondutores, especialmente nos chips DRAM e NAND.
De acordo com a empresa, os preços dos computadores Mac subiram entre 15% e 20%, enquanto os iPads registraram altas que chegam a 25%. A decisão foi tomada após o CEO Tim Cook afirmar que o aumento dos custos de componentes tornou os reajustes “inevitáveis”, de acordo com o The Washington Post.
Entre os principais ajustes, o MacBook Air básico passou a custar US$ 1.299, com alta de US$ 200. O MacBook Pro inicial subiu US$ 300, chegando a US$ 1.999.
Já o iPad Air teve aumento de US$ 150, enquanto o iPad Pro passou a ser vendido por US$ 1.199 após reajuste de US$ 200. O iPhone, por enquanto, não sofreu alteração de preços.
Pressão da inteligência artificial encarece chips
O principal fator por trás da decisão é a escalada dos preços de memória e armazenamento, impulsionada pela demanda crescente de data centers e aplicações de inteligência artificial. Esse movimento reduziu a oferta no mercado e elevou significativamente os custos de produção de dispositivos eletrônicos.
Relatórios do setor indicam que os preços desses componentes vêm subindo de forma acelerada nos últimos meses, pressionando fabricantes de tecnologia em diferentes segmentos, de smartphones a computadores.
Estratégia da Apple e impacto no setor
Tradicionalmente, a Apple negocia grandes volumes de compra de componentes para reduzir custos. No entanto, o cenário atual limitou essa vantagem, forçando a empresa a repassar parte do aumento ao consumidor final.
O movimento ocorre em paralelo ao bom desempenho da Micron Technology, uma das principais fabricantes de memória, que registrou resultados fortes e margens elevadas.
Ainda assim, executivos do setor alertam que a restrição na oferta deve continuar nos próximos anos, mantendo a pressão sobre os preços.
Com isso, a indústria de tecnologia entra em uma fase de reajustes mais amplos, com a Apple refletindo diretamente o impacto da corrida por infraestrutura de inteligência artificial na cadeia global de produção.
Fonte: Times Brasil