A Aneel decidiu adiar a inclusão da resposta da demanda nos modelos usados para operar o sistema elétrico e calcular os preços de energia. A diretoria tomou a decisão por unanimidade diante de preocupações com o impacto da mudança no processamento do Modelo de Despacho Hidrotérmico de Curtíssimo Prazo (Dessem).
Com isso, a agência quer evitar um aumento no tempo necessário para os cálculos e acionamentos mais frequentes de mecanismos de contingência.
O que faz a resposta da demanda?
A resposta da demanda permite que grandes consumidores reduzam voluntariamente o uso de eletricidade em determinados períodos. O mecanismo funciona como uma alternativa para ajudar no atendimento do Sistema Interligado Nacional (SIN).
Por enquanto, a Aneel não autorizou a inclusão desse recurso nos modelos usados na operação e na formação dos preços. Vale destacar que os gastos com energia ascendem um alerta entre as empresas fornecedoras.
ONS e CCEE
Ainda de acordo com a Aneel, a agência determinou que o ONS e a CCEE, órgãos ligados ao sistema de energia, mantenham os estudos sobre a inclusão da resposta da demanda nos modelos.
As entidades também terão que apresentar um cronograma para colocar a mudança em prática, mas a agência não definiu uma data para essa entrega. Em outra medida, ONS e CCEE terão 90 dias para melhorar a divulgação de dados sobre o programa.
Decisão encerra consulta de 2023
A discussão sobre o tema começou com uma consulta pública aberta em setembro de 2023. Na época, a proposta previa a inclusão do mecanismo nos modelos a partir de janeiro de 2024.
O processo avançou até a decisão da Aneel desta semana. Em 2024 e 2025, a Abrace apresentou manifestações sobre acionamentos recorrentes de contingência e possíveis efeitos nos preços da energia.
Fonte: Times Brasil